Carnaval da Sapa
Hoje, sábado de Carnaval, a cidade está uma calmaria só. Beleza. Não precisa nem sair de casa para desfrutar da tranqüilidade desta Porto Alegre vazia: simplesmente não há ruídos, canos de descarga, zoeira do Grêmio Náutico União (clube que é vizinho da minha casa e que promove torneios de natação e aulas de ginástica sempre aos berros de torcida e decibéis dantescos de música de péssima qualidade). Faz calor, que a gente ameniza com pouca roupa e com uma fontezinha de água ligada. Daqui a pouco, vou ao xópim perto de casa comprar um presente pro Carlos Urbim e um pro Flávio Loureiro Chaves, que fizeram níver ontem. Aposto que vais estar vazio. Por isso, por esta paz, o Luis Fernando Verissimo e mais uma pá de gente criou a Sapa, Sociedade de Amigos de Porto Alegre. Isso aqui vira um lugar bom de se viver justamente quando os porto-alegrenses foram virar bife a milanesa em Capão da Canoa e Tramandaí. Nem sabem o que estão perdendo.
Vou passar o carná assim: fantasiada de Eva, tomando cerveja no Barranco, vendo dvds e escrevendo, que ninguém é de ferro.