Finalmente, a chuva
Pois a água caiu em Porto Alegre, depois de um estio longo demais, até pra quem gosta de calor e pouca roupa. Agradecemos aos céus, portanto, que até a alma parecia seca.
Logo pela manhã, o amigo de redação de Zero Hora, ex-colega e eterno companheirão do peito, o Carlos André Moreira, me despertou para perguntar algo sobre um conto meu. Respondi. E como os telefonemas quase nunca podem ser reservados na redação, logo todo mundo mandava beijo e fazia festa. Faz hoje pouco mais de um mês que deixei o jornal: vim pra casa pra me dedicar à literatura. Decisão difícil, essa minha, quem acompanhou sabe, porque o jornal é uma cachaça (quem trabalha em jornal também sabe).
Hoje, com aquela festa que me fazia o Carlos André, com os beijos que os queridos mandavam, compreendi, numa extensão absurdamente plena, o drama pelo qual passei. Deixei gente muito amada lá dentro. Uma baita jóia.
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Não, não tô deprê, não é isso. Nostalgia. E quero agradecer as visitas e os comentários atentos e carinhosos ao blog e ao site. Pô, legal esse negócio.