Puxão de orelha
Pois um ex-colega meu de redação, amigo atento, me diz que blog deve ser atualizado todo o dia. TODO O DIA, fez questão de frisar. Então obedeço, já que sou bem mandada. Esclareço que nem sempre tenho muito saco de vir aqui e escrever alguma coisa e não tolero a idéia de ter outra prisão. Então, o blog vai ser a liberdade de dizer o que não se pode dizer em outros lugares. Vam qui vam.
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Meu irmão mandou dizer que os dois milhões e meio de reais que deram ao saldo final do Fórum Social Mundial o estatus de evento deficitário vão ser pagos pelo Governo Federal. Ao menos, a organização do FSM passou o chapéu por lá. Como parte desta grana é minha, lanço mão do direito de espernear: no meu não. Acho maravilha um evento desse tipo, mas que seja bancado por quem realmente deve bancar. Dois paus e meio faz uma diferença e tanto pra muita gente que nunca nem tomou coca-cola simplesmente porque nem comida tem. A zorra não tem fim.
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Um jovem jornalista, nem aos 30 anos chegado, estranhou a afirmação de que havia judeus comunistas. Para ele, uma coisa anula a outra. Não culpo o rapaz, ninguém é obrigado a saber a história da humanidade de cor e salteado. Mas estamos num mundo, esse que é novo e é possível, no qual que se torna impensável que um judeu seja de esquerda (claro, bota coisa antiga e ultrapassada a divisão de esquerda-direita. Mas ainda serve pra fins taxionômicos). Ser de esquerda significa, pela ordem, abominar os Estados Unidos (tenho enormes ressalvas com relação aos americanos: a ingenuidade e prepotência dos caras não me desce) e, na seqüência, dizer que Israel e os judeus são imperialistas, coisital. Palestinos viraram gente do bem e homem-bomba virou "a única forma possível de reação".
Mas desde quando?