Hoje, em Zero Hora, saiu matéria sobre o lançamento da Jornada de Passo Fundo em Porto Alegre. Corretamente, o jornal apresentou a Jornada, alguns convidados para ilustrar a matéria (gente muito bem escolhida, como o Nelson de Oliveira) e comentou acerca da polêmica aquela, a de ausência quase completa de autores gaúchos. Procurada, Tânia Rösing preferiu não se manifestar sobre o assunto. Oficiosamente, sabe-se que a organização do evento refuta a acusação. Mas não prova nada, não diz quem vai e quem não vai. Se cala. Só isso: se cala. Como o político corrupto aquele (não estou chamando a Tânia de corrupta, pelamor!) que não tem nada a dizer, que prefere não dar declarações.
Dona Tânia vai deixar o assunto morrer na casca (de onde, afinal, nunca deveria ter saído). Ela simplesmente, acima de qualquer suspeita, ignora o assunto. Nem com ela é, deixa assim que tudo vai acabar bem. Claro que sim, em pizza, reedição ordinária das mazelas deste país. Dona Tânia, na ingenuidade dela (sim, é uma ingênua. Por isso, ganha no grito), não precisa responder à comunidade literária. Ao contrário, esteve no gabinete do presidente da república para fazer o convite oficial. o presidente não virá, chegar a Passo Fundo é meio complicado. Mas Lula quis saber mais detalhes. E a Tânia respondeu que o evento não era para vender livros, mas para fomentar a leitura.
Atenção, escritores. Não queiram vender livros, porque senão não se fomenta a leitura.
Atenção, escritores. A única mercadoria que voês têm para vender e ganhar uns caraminguás não interessa à Jornada. A Jornada quer fomentar a leitura, e ninguém precisa comprar ou vender livros.
Como se vê, é um erro atrás do outro. Mas dona Tânia agüenta e suporta e vai fazer um show em Passo Fundo.
Quem for verá.