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Quarta-feira, Abril 13, 2005

 

Diálogo com a mãe judia

O diálogo abaixo, juro, aconteceu. Dêem uma olhada.

Filha telefona para a mãe.
— Mamãe, como vai a senhora?
— Assim, assim. Mais ou menos. E você?
— Torci o joelho na aula de ginástica.
— Torceu o joelho? Mas o que você fazia na aula de ginástica?
— A senhora foi comigo ao médico. Ele mandou eu me exercitar.
— Você vai à ginástica porque é uma folgada. Nunca trabalhou.
— Como assim?
— É, é isso mesmo. Você nunca trabalhou, nunca fez nada, recebeu tudo pronto.
— Mamãe, eu me mato trabalhando. E o meu joelho com isso tudo?
— Você vive nessa casa, porque eu trabalhei, porque eu dei duro para manter as coisas todas depois que seu pai morreu.
— E o meu joelho?
— Ah, agora quer mudar de assunto. Não quer ouvir a verdade.
— Que verdade, mamãe?
— Você não sabe? Não quer admitir que quem fez tudo fui eu.
— Mamãe, a senhora. Não está me escutando. Eu machuquei meu joelho.
— Pois é. Ao invés de dar duro como eu fiz a vida inteira, vai à ginástica. Você não tem vergonha na cara, não tem consideração comigo. Depois de tudo o que eu fiz.
— Mamãe, eu estou lhe contando que machuquei o joelho.
— Que joelho?
— O direito.
— Então porque você não fica em casa?
— Mamãe, eu ESTOU em casa. Com dor no joelho.
— Está em casa porque eu trabalhei para que você tivesse casa.
— Mamãe, eu tenho de desligar.
— Já sei, não quer ouvir o que eu tenho para dizer, não é? Seu irmão está deprimido. E também estou deprimida, tenho contas para pagar e não tenho dinheiro.
— Mas meu irmão está deprimido faz tempo, uns cinco anos. A senhora, já nem sei quantos anos faz que está deprimida e que não sabe como pagar as contas.
— Depois de tudo o que eu fiz, ainda tenho de ouvir esssas coisas. Eu estou deprimida porque ninguém reconhece o meu esforço. Para que criar filhos? Se eu tivesse que fazer tudo de novo, ia viver a minha vida, não ia me preocupar com o futuro de vocês.
— Adeus, mamãe.
Do outro lado da linha, o telefone é desligado. Sem uma palavra.


Comentários:
"Gott Mein Liebe"

Querida Cintia

Mães judaicas são mães judaicas, quem convive com elas...
Nossa formação, etc veio desta cultura, que fazer?

Descobri teu blog e quero te abraçar e beijar carinhosamente, teu fã a tanto tempo,
ze zamal
 
Minha mãe é igual e não é judia. Bem, pelo menos não de nascimento, porque foi no memorial do Holocausto em Nova York e achou uns Brandt (Brandes é meu nome materno), pesquisou e agora jura que somos judeus. Mas o fato é que desde sempre teve esta atitude rancorosa e "revanchista", sendo, no máximo, vagamente judia e apenas de origem.

Eu acho, e por favor não tome como ofensa, que tomar estas características como tradicionais faz parte da faceta "monopólio do sofrimento" que o judeu tende a ter.

Há Braços

Hermano Freitas
 
Zé, querido, que bom que passaste por aqui. Saudades do nosso tempo, aquele...
Um beijo pra ti, dos grandes.
 
Oi, Hermano. É que, como diz o deitado, mãe é mãe. No caso da tua, os genes falaram mais alto.
E sem essa de os judeus pretenderem ter o monopólio do sofrimento. Eles têm o monipólio do sofrimento. Tua mãe, por exemplo, e eu posso jurar, além de pensar ser judia, também pensa que tem um filho anti-semita. Componente atávico do povo.
Beijo pra ti.
 
hehehehe. bela resposta

beijo

Hermano
 
pior que uma mãe judia é uma mãe judia e argentia. aí é um "tango" trágico !!!!! bjs
Flávia
 
judia e argentina
 
mãe é mãe, nao importa credo, raça ou cor... mae nao só gosta de dar como receber carinho.
 
Obrigada pela solidariedade de todos. Mãe judia e argentina, tudo ao mesmo tempo, é indução ao suicídio. E, é claro, elas só querem carinho.
Eu também.
 
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