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Sábado, Abril 23, 2005

 

Sorry...

Andei afastada por várias razões. Primeiro, porque não conseguia acessar a página, algo a ver com o servidor. Depois, porque o Grêmio Náutico União, clube que fica nos fundos de minha casa, resolveu sediar um campeonato de natação --- com a locução e aparelhagem de som de discoteca. Como a quadra toda é uma caixa de ressonância, não havia alternativa. Ou havia, sim: tentar fazer meus direitos de cidadã, apelando pras autoridades.
As tais das autoridades se revelaram um fiasco, aiaiai. Que eu encaminhasse, protocolasse, telefonasse, me dirigisse.
E o baile rolando.
Tentei avisar para o prefeito Fogaça, novinho que é, que tá tudo uma esbórnia. No gabinete prefeitural, uma senhora de nome comprido (algo a ver com Marisa, mas cheio de mais letras), me barrou no baile, tentando me passar para outra repartição.
Fiquei furibunda.
Quem já passou por isso sabe. Trabalhar em casa tem dessas.

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Na semana que está terminando, um monte de coisas. Comecei a ler a obra completa do Quintana (serão lançados os 3 primeiros livros dele) e achei bem bom. Edição da Globo, fixado por Tânia Carvalhal.
Também ganhei um troféu da Câmara Rio-Grandense do Livro. Sou amiga do livro, foi bonita a festa, pá.
E juro seguir na luta.
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Para o pessoal da minha tribo, um feliz Pessach. Nossa Páscoa, a festa da passagem, na qual lembramos que fomos escravos no Egito. Não que tenhamos nos esquecido. Mas é que muita gente anda escravo por opção, e tem de ser lembrado.
Chag sameach!


Comentários:
Oi, Cintia. Li "Duas iguais" entre o dia 22 e o dia 25 de dezembro, nos momentos de paz que sobravam em meio à agitação das vésperas do natal. Pra vc ter idéia da minha voracidade, terminei às 7 da manhã, depois da ceia.
Sei que reli alguns trechos agora, sem razão específica. E mais uma vez me comovi. Suas palavras são como um punhal, não sei se cravado no meu peito ou se tentando rasgar minhas pálbebras e meus lábios para que eu veja a realidade e grite meus sentimentos...
O amor precisa de expressão. Mas como é difícil ter essa coragem...
 
Oi, moça. Que lindo, que lindo, que lindo o que escreveste. A gente escreve pra isso: pra ter o afeto dos que nos lêem. Viva tudo. Viva tu, que leu e que gostou.
Obrigada pelo carinho.
Um beijo da
Cíntia
 
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