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Domingo, Junho 19, 2005

 

Quando o inverno começa

O dia amanheceu parecendo inverno. Fácil descrever: tempo cinzento, vento moderado, mas frio, a tarde se arrastando de preguiça pela cidade. Hoje, mais do que nunca, Porto Alegre se parece a ela mesma, depois de ter-se parecido ao Rio ou a Salvador, tanto o calor que fazia.
Agora, sim, é hora de a gente se enconchar em casa, ler, tomar café e comer coisas engordativas -- aó menos é lícito e legítmo, tá lá nas regras da tradição.

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Falando em ler. Estou acabando Quando Nietzsche chorou, de Irvin D. Yalom. Veio na seqüência de outro livro que eu já havia comentado, Bartleby e companhia, de Enrique Vila-Matas, que recomendo vivamente (embora um boi-corneta tenha deixado um post dizendo que o Vila-Matas era um porre. O cara, ou a cara, não sabe ler).
Embora a tradução de Quando capengue um pouco (que tal "escovar os cabelos com os dedos"?). o livro é uma pequena jóia. E mete o leitor numa encrenca: o que estou fazendo aqui? Uma sinuca-de-bico existencial.

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Falando em sinuca-de-bico existencial, acabo de escutar uma história divertida, apesar de muuuuito triste. Uma maravilhosa escritora daqui, que tem duas irmãs e um único mano caçula, não está passando os melhores momentos de sua vida: a mãe dela não está bem, internada na UTI. Por força dos medicamentos, tem delírios. E, agora, embora as filhas tentem dar o apoio da presença, ela quer porque quer o filho mais novo, que sumiu, porque brigou com um dos enfermeiros da UTI. A amiga escritora sentiu-se mal, rejeitada pela mãe. Isso não é desamor pelas filhas, tudo ao contrário, mas ela quer ver seu único rebento que faz xixi de pé. Jocasta quer seu Édipo, é essa a história. Os gregos tinham toda a razão. E a amiga e eu rimos. Que bom que ela ri. Meu Deus, como é bom ver minha amiga rir.

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Ontem, tive uma noite maravilhosa, conversando com alunos de criação literária de Charles Kiefer. Gente boa, papo agradável. Eles querem se tornar autores e têm tido a ajuda do Charles nesse sentido. Foi lá na Palavraria, um encanto de lugar.

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Falando em oficina, retomo a minha a partir do dia 4 de julho. Aí embaixo tem um post meu dando orientações.
Beijos.
Fui


Comentários:
Cíntia, minha ídola,

adorei conhecê-la pessoalmente.
Foi um privilégio.
Obrigada.

Jô (Josimara Tonella- Estigarribia)
 
Cintia, gostei muito de te reencontrar e poder estar curtindo aquele bate papo gostoso...
Um grande abraço...
Larissa...
PS: Quadrilha foi o primeiro conto que li e desde então sou apaixonada por isso...obrigada!
 
Cintia, estive na palavraria aquela noite, te acompanho desde o reino das cebolas,te considero A Domadora das palavras, teu escrito me fez querer escrever também. Não sou oficineira mas escrevo sozinha coisas que me pulsam. Se um dia vier a escrever, a homenageada será você, minha xará! grande beijo
Cintia
 
Pô, minhas doces visitantes! Obrigadas e mis beijos pelo carinho de vocês.
 
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