Chato, isso. Há várias pessoas envolvidas no mundo literário falando do artigo publicado na Veja desta semana, assinada pelo gaúcho
Jerônimo Teixeira, sobre o
Movimento Literatura Urgente, tocado por gente como
Ademir Assunção e
Marcelino Freire. Jerônimo baixa o pau, e deve ter lá suas razões.
Agora: dizer que para escrever um livro basta "papel e um lápis" é coisa de siderado. O Jerônimo já escreveu e já publicou,
As horas podres, uma novela em que resolve acertar as contas com a cidadezinha em que nasceu. Sabe que é preciso mais, bastante mais, do que isso, de material escrevente. Muito embora ele seja contra o mecenato oficializado com as contas da naçaõ (ai, ai, ai), e como muita gente é contra, ele SABE que é necessário um plus a mais adicional e extra.
Não precisamos de malas de dinheiro, a grana é muito menor do que o alardeado (se pede mais para ganhar menos, já se sabe).
Numa coisa, que o Jerônimo não soube dizer direito, preferindo a frase com torções e duplos sentidos, e na qual ele acredita, há muuuuuuuita verdade: é preciso formar um público leitor. A gente tem que ter gente que consuma livros, que livros sejam vendidos, e que uns pilas pinguem na conta. Esse é o ideal. Mas quem conseguiu?
Ele cita a JK Rowling, do Harry Potter, "mais rica que a rainha da Inglaterra", como exemplo.
Não, guri, não é assim. Não dá pra ser assim.