Ferraram a Daslu (eta nominho sem graça, esse). Pode ser tática da hora, mas ferraram a Daslu. Descobriram que o tal templo de consumo (impressionante como clichê é bom: significa bem o que deve significar) pratica contrabando. Os produtos da Daslu são trazidos por sacoleiros que ainda ontem vendiam relógios do Paraguai. Bagaceirada.
Bagaceiro é uma loja cobrar, no mínimo, 3 mil por uma bolsa. Uma bota custar 17 mil. Bagaceiro é ficar sendo perseguida por uma dasluzete que fala cinco idiomas e que quer vender em euros. Bagaceiro e afrontoso. Vender helicóptero? Lancha?
Pra quê?
Não é que fique feliz com a desgraça dos outros, acho até meio sem moral achar bom que um comerciante tenha se ralado. O que acontece é que dói no estômago ler as coisas que se liam, esse frisson babaca por causa de uma loja que é o elogio do novo-riquismo. Quem quer usar grife essa ou aquela e tem grana pra tanto, aproveita que vai dar um pulinho em Paris ou em Nova York, mas não compra em butique-armadilha. Pobre quando come melado, se lambuza, não é isso?
Chique, chique mesmo, no duro, é quem nunca entrou na Daslu. Quem tem sabe quanto custa e onde comprar.
Que bom que ferraram a Daslu.