Claaaaaaaaro que o assunto é CPI. Depois de dois dias com o Marcelino Freire, que deu oficina de contos e que pré-lançou seu Contos negreiros aqui em Porto Alegre, o mundo me chama: vai lá ver a CPI, menina. Assim se faz o destino de uma nação, poxa vida, entre o convívio com gente do bem e na platéia do espetáculo dos caras do mal.
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Ó, na boa, mulher não se engana: o carequérrimo Marcos Valério é cara tri do mal. Além de permanecer negando tudo o tempo inteiro e não se lembrando exceto de levantar pra fazer xixi e atrasar o looooongo trabalho da CPI, o tipinho ficou com a bunda na cadeira por mais de 10 horas, fazendo cara de paisagem. Tô nem aí, não é comigo.
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No meio da arenga, tentando levar adiante minha novela, com mil atrapalhações pela frente, ainda tenho de enfrentar a Brastemp.
Pois é, a Brastemp, aquela que fabrica eletrodomésticos, dona de um dos mais arrombadores slogans da propagando universal.
Pintou grana da aposentadoria do marido, vamos trocar as coisas velhas e antigonas? Compramos quatro coisas deles, três estragaram. O refrigerador, esse reestragou. Doi s problemas em menos de seis meses de uso, com direito a troca de compressor. Telefona, manda email, fala com um, com outro, a história sabida. Eu quero uma geladeira nova, que funcione. Eles querem mandar estar mandando email agradecendo o contato e estar perguntando, por telefone, se podem estar ajudando em mais alguma coisa (sem ter ajudado um ovo). O Carlos, que trabalha na fábrica, achou a solução: vai estar estendendo a garantia do produto por mais seis meses. Findos os quais vou ter que estar pagando de meu bolso a incompetência da marca.
Atenção, povos: o sonho acabou, democracia virou merda no ventilador.
E a Brastemp prova que não é uma brastemp porcaria nenhuma.
Liberou geral.
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Aviso aos escritores: liberou geral pra canalhada. A gente ainda tem obrigação de ser honesto e verdadeiro.