A memória de um povo é a herança de um povo. Nós nos lembramos.
Leio que a retirada dos judeus assentados na Faixa de Gaza, já em sua fase final, provocou mortos e feridos. Os últimos judeus, ortodoxos, refugiaram-se em sinagogas, recusando-se a deixar suas casas. Soldados israelenses, que ontem se recusaram a invadir as sinagogas, hoje tiveram de abordar os templos e retirar à força, ainda que desarmados, os judeus que ainda resistiam. A maioria se entregou pacificamente.
Um judeu, retirado de sua casa, que fica ao lado da casa de sua cunhada, fustigou o soldado israelense responsável pela operação:
--- Vá lá, soldado, invada a casa dela. Pode, inclusive, violentá-la. Você deve ter ordens para isso.
O soldado sentou no chão e chorou. Ele se lembrou.
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Depois de toda a violência, todo o descalabro, todos os homens-bomba, o que vai acontecer? O impensável, que era Israel devolver os territórios ocupados, aconteceu. O impossível é que os palestinos cumpram sua parte no acordo. O impossível tem que acontecer.