Depois de toda a discussão envolvendo o resultado do Prêmio Zaffari & Bourbon de Literatura, aviso que não falo mais nisso. Mesmo porque sou entusiasta de primeira hora de
Budapeste. Só acho, e não falo mais nada mesmo, que não precisava aquele auê todo, de trazer o moço de jatinho, de ele ficar umas horinhas em Passo Fundo, de todo mundo pagar o mico de escutar que ele não sabia que o prêmio existia. Chato, isso. Eu, de constrangimento, não queria estar lá naquela hora.
Mas há uma coisa que ainda não quer calar: depois de trazer o olhos de ardósia de jatinho (e se fosse o Saramago? Como ele viria de Lanzarote?), depois de anunciado o prêmio que homenageia Andersen e que levará uma menina à Dinamarca, falta saber como são os textos vencedores do Concurso de Contos Josué Guimarães, dos quais ninguém mais falou.
O concurso, feito em parceria com o Instituto Estadual do Livro (sei porque fui diretora do IEL e organizamos a edição retrasada) e que leva o nobre nome de nosso querido conterrâneo, é, como disse um amigo escritor, o primo pobre da Jornada. O primeiro lugar recebe 3 mil reais e não me recordo mais o que ganham os outros dois lugares. Esses contos deverão ser reunidos em livro, junto com ganhadores de outras edições, e deve ser lançado na próxima Jornada. Ao menos, era assim que se fazia.
Cadê os vencedores? Onde é que a gente pode ler um trechinho? Quem foram os julgadores? O vencedor vai poder ir de avião?
Já que a Jornada tem toda a tecnologia necessária, aí vai a sugestão: coloquem, pelo menos, os contos no ar, no site da Jornada. A gente quer dar uma olhada.
E honrem o nome do Josué. E papariquem, bem paparicada, dona Nydia, a doce viúva do autor.
Que se honre a memória de Erico Verissimo, que é um dos homenageados da Jornada neste ano.