Enchi o saco da CPI. Vi Zé Dirceu ontem, um pedaço, antes de ir com o
Alberto Mussa, que falava na Livraria Cultura de Porto Alegre. Uma graça, o Mussa, com o perdão das aliterações. Autor de
O Enigma de Qaf, que deve ser lido e entendido como ótima literatura.
Aliás:
Tenho dado uns bordejos por aí, visitando sites de escritores, vendo como eles estão e andam. O que mais me chama a atenção são os depoimentos de autores jovens, que têm uma vida atribulada e que ainda não souberam encaixar a literatura na existência. Ou que fizeram da literatura toda a existência. Daí enchem a boca para regrar a vida literária de seus pares, se fazendo de régua para o mundo.
Li o blog de um novel que diz que não entende como um autor pode sofrer escrevendo, além de pensar que livro de contos não é legal, porque tem vários contos publicados na Internet — quem quiser ler os contos do jovem, que fique catando no Google.
Peraí: agora é o rabo que fica abanando o cachorro. Cada um tem um jeito de encarar a coisa, cada um tem uma maneira de fazer sua literatura. Cada um tem, inclusive, um gênero pelo qual tenha maior apreço. Eu só uma vovó, comparada à petizada, mas ainda tenho o direito de achar alguma coisa. E eu acho que escritor pode sofrer, sim, pode escrever conto, romance ou poesia. Tudo desde que seja bom.