Saíram hoje os romances finalistas do Prêmio Zaffari & Bourbon de Literatura, que concorrem a R$ 100.000. O vencedor será conhecido na abertura da Jornada Nacional de Literatura, no Circo de Lona montado em Passo Fundo.
Gente muito boa concorre. E amigos do peito estão lá.
A lista:
Antonio Torres,
O nobre seqüestrador (Record)
Chico Buarque,
Budapeste (Companhia das Letras)
Cristóvão Tezza,
O fotógrafo (Rocco)
Francisco J. C. Dantas,
Sob o peso das sombras (Planeta)
José Eduardo Agualusa,
O vendedor de passados (Gryphus)
José Nêumanne Pinto,
O silêncio do delator (A Girafa)
José Saramago,
Ensaio sobre a lucidez (Companhia das Letras)
Luiz Antônio de Assis Brasil,
A margem imóvel do rio (L&PM)
Luiz Ruffato,
O Mundo Inimigo - Inferno provisório (Record)
Michel Laub,
Longe da água (Companhia das Letras)
Miguel Sousa Tavares, Equador (Nova Fronteira)
Rodrigo Lacerda,
Vista do Rio (Cosac Naify)
Silviano Santiago,
O falso mentiroso, (Rocco)
Wilson Bueno,
Amar-te a ti nem sei se com carícias (Rocco)
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O prêmio parece estar melhor organizado neste ano, depois de uma premiação um tanto atrapalhada no ano passado, fato que não tira o mérito de Plínio Cabral, vencedor naquela última edição. Um dos maiores do Brasil, o Zaffari & Bourbon privilegia exclusivamente romances, desconsiderando outros gêneros literários. Escrevi sobre isso no dia 1º de março para a organizadora da Jornada, ao mesmo tempo em que indicava meus livros escolhidos.
A resposta que obtive no dia 2 de março mostra que houve diálogo certa feita. E que os representantes do Zaffari & Bourbon vão ter de dar uma forcinha para correção de rota. Leiam a mensagem:
"Cara Cíntia, agradeço-lhe as considerações críticas que serão repensadas com o júri. O problema é que o Pr~emio foi criado pela Prefeitura Municipal, sem a minha intervenção, e somente privilegia o romance. Concordo com seus pertinentes comentários. Agradeço-lhe, também, a importante contribuição com a indicação dos romances e dos nomes para o júri. Um abraço Tania Rösing"