De volta. Agora, de volta de São Paulo, onde fomos para a final da primeiro edição do Prêmio Bravo! Prime de Cultura. Como sabem, eu era uma das indicadas na final de literatura. O prêmio foi para
Cristóvão Tezza, com seu
O Fotógrafo. O romance, que tem sido elogiado de boca cheia por uma miríade de gente, bem mereceu o cheque de 10 mil pilas. E o simpático troféu que a Abril mandou confeccionar para o evento.
A organização do evento, na Sala São Paulo, na Estação da Luz, era de deixar qualquer um de boca aberta. Aliás, a Sala, ela mesma, é um colosso de linda --- a carioquíssima Fernanda Torres, que fazia vezes de mestre de cerimônias do evento, chegou a dizer que se sentia meio humilhada por São Paulo ter uma sala daquelas.
Logo na chegada, os indicados e mais convidados (identificados por um broche com sistema de ímã) eram levados a uma sala vip. Prosecco rolando, comidinhas passando. A alegria ficou por conta de encontrar, e reconhecer, o Tezza entre os convidados. Logo, fomos apresentados ao
Paulo Henriques Britto (uma simpatia) e à
Santuzza (acho que é assim que se escreve. Ela é uma fofura). Encontramos o
Bernardo Ajzenberg, que deixou a Folha de S. Paulo, jornal em que era o obudsman, e agora trabalha no Instituto Moreira Salles.
Pra se ter uma idéia do que era a tal sala vip, digo que me deu vontade de fumar. Comentei que ia sair dali, para conseguir um cinzeiro ou coisa parecida.
Luiz Paulo comentou: "Bem, se o
Paulo Autran está fumando aqui dentro, não vejo razão para sair"). Paulo Autran? O ídolo? O deus na terra? Daí que eu fiquei.
Logo chegou o
Luis Antônio Giron, que foi conversar com o
Ney Matogrosso. Saímos de fininho. Como a
Ná Ozzetti,
Seu Jorge,
Zé Celso Martinez Correa, Marco Naninni e outros se dirigissem à sala propriamente dita, deixamos o Giron e partimos.
Foi uma hora e meia, quase duas, de puro divertimento. Espetáculo de encher os olhos, com momentos comoventes (dá-lhe Paulo Autran!), especialmente por conta do piano de Marcelo Bratke, com participação de Naná Vasconcelos.
Maiores detalhes sobre o prêmio, dá pra conferir
aqui.
Pensata: será que os leitores notam alguma ponta de fascínio com a sulista que entra num evento desses? Pois é, é verdade. Um prêmio para a produção cultural, noite de gala. Autran, Ney Matogrosso e Fernanda Torres ao alcance da mão. É mole ou quer mais?
E quem quer acompanhar um diário de viagem australiana lindão, dê uma passada no blog do
Luiz Paulo Faccioli. A narrativa dele está lindona. Vale muuuuuuuito a pena.