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Segunda-feira, Novembro 07, 2005

 

Bicicletada pelo Livro, again

Para o povo que chegou agora, informo que acaba de seguir, por correio eletrônico, a mensagem abaixo transcrita:

Amigos, irmãos, camaradas,Mais uma vez falando com vocês em forma circular a respeito da BICICLETADA PELO LIVRO, peço que me perdoem pelas eventuais e sempre involuntárias falhas. Várias pessoas escreveram, mas nem sempre pude responder. As principais questões serão respondidas abaixo, na seção O QUE DEVO SABER PARA PEDALAR NO DOMINGO? Um beijo em vocês todos. Conto, realmente, com o povo por lá.
Cíntia

O QUE DEVO SABER PARA PEDALAR NO DOMINGO?

* A BICICLETADA PELO LIVRO sai da Usina do Gasômetro, às 15h30min, da frente, é claro, da Usina do Gasômetro. A concentração se inicia às 15h.
* O trajeto a ser seguido é: avenida Beira-Rio, Siqueira Campos, Praça da Alfãndega.
* Haverá comissão de recepção formada por notáveis não-ciclistas e alguns prejudicados (tem gente machucada em jogo de futebol e outras coisas menos nobres). Também há notáveis sedentários, que ficarão de plantão.
* O passeio não tem fins lucrativos, nem políticos, nem religiosos, nem morais, nem nada. A intenção é diversão. E incentivo ao ciclismo e à leitura.
* Não haverá bicicletas para alugar na hora e local. Sugiro que peçam emprestado. Àqueles que tiverem disponibilidade financeira, sugiro que comprem, para ter, uma magrelinha dessas em casa. Nos supermercados e grandes magazines se pode comprar bicicletas excelentes a partir de R$ 120, pagando em até 12 vezes.
* Pode participar do passeio gente de bicicleta, skate, patinete, carrinho de rolimã, triciclo e patins: tudo o que se tenha rodas movidas apenas por tração, impulsão e empurrão humanos. Caminhantes, segundo a EPTC, devem seguir pela calçada. Não se recomendam veículos automotivos na via dos ciclistas (ao contrário do que foi inicialmente noticiado.) Recomenda-se, vivamente, que os ciclistas usem equipamento de segurança e que usem filtro solar.
* Não será feita inscrição nenhuma, assim como nada será cobrado de ninguém.
* Não se trata de competição de espécie alguma. Não tem troféu de nada. Nem prêmio em dinheiro. Nem nenhum prêmio.
* Na chegada, o pessoal pode prender as bicicletas em postes, barracas, bancos, o que pintar.
* Se chover, o passeio não sai. A gente vai pro Memorial ou qualquer outro local coberto.
* Dúvidas? Escreva para
cintiamoscovich@terra.com.br


Comentários:
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"O passeio não tem fins lucrativos, nem políticos, nem religiosos, nem morais, nem nada." Pois é... uma BAITA motivação para participar...

Aí vai todo mundo pra Feira do Livro, que é tradicionalmente improvisada em um lugar não adaptado nem para a feira, nem para as bicicletas, e que padece de crônica falta de espaço para circulação de público, e chega lá montado na magrela em bandos. Dá pra imaginar o resultado: com a completa falta de praticidade para circular entre os estandes montado, vai ter gente se empurrando, reclamando da falta de organização, acontecerão pequenos atropelamentos com hematomas e escoriaçoes diversas, e a lembrança que ficará será um desincentivo total a repetir a experiância.

Como a organização não prevê freqüência de bicicleteiros em bandos, muito menos um bicicletário protegido para estacionamento, alguns incautos prenderão as bicicletas em postes, árvores, bancas e até em perna de cachorro, tendo suas bicicletas furtadas ou no mínimo alguns aros entortados por algum descuidado ou revoltado. Tudo isso provavelmente potencializado pela tradicional chuva que bagunça a feira.

Pena que eu não tenho uma filmadora pra filmar as ciclocacetadas que certamente vão acontecer!

Eu amo as magrelas e amo os livros, mas vou pra feira de carro!
 
Oi, Arthur. Ainda bem que não te motiva a bicicletada. A gente só quer gente bacana, que tenha senso de humor e vontade de se divertir. Chatos de plantão e estraga-prazeres não são bem-vindos.
Abração da
Cíntia
 
Hehehe... Cíntia, eu concordo em parte contigo, ainda bem que eu *não* sou um "chato de plantão" mal-humorado. O passeio em si (se fizer tempo bom) pode até ser divertido, mas terminar a bicicletada na Feira do LIvro *vai* gerar um caos. Vai dar empurra-empurra, gente se machucando e bicicletas sendo roubadas. Já vi esse filme antes.

Aliás, este não é o último ano de Feira do Livro, né? A menos que o Apocalipse aconteça antes de outubro de 2006, espero ver ainda outras edições. Então anota bem minhas palavras:

O evento ficaria muito melhor se (1) fosse divulgado intensamente nas escolas de primeiro grau, para quem é mais útil e eficiente divulgar tanto o hábito da leitura quanto os de fazer exercícios e de usar transportes não-poluentes; (2) se tivesse apoio institucional da Prefeitura Municipal e da Brigada Militar, com brigadianos acompanhando a bicicletada de bicicleta também, e das livrarias, que doariam alguns livros para o que vou sugerir no próximo item; (3) se houvesse inscrições na partida e sorteio de alguns livros na chegada (sem competição, basta cumprir o trajeto e pronto, tá concorrendo); e (4) se houvesse um bicicletário organizado com segurança garantida para o pessoal poder deixar as bicicletas e visitar a feira a pé.

Para esta edição é claro que não vai dar tempo, mas guarda as idéias para a próxima. Se as condições que eu sugeri estiverem presentes, eu não somente farei o passeio como farei questão de estar junto contigo sorteando os livros para a criançada!

Um abraço!

Arthur
 
Oi, Arthur. Que bom que vieste e esclareceste tuas críticas. Espero que não haja nenhuma hecatombe no passeio. Pelamor!
Quanto às tuas sugestões, acho maravilha. O drama é o seguinte: alguém tem de se dispor a fazer as coisas. Além de providenciar grana pra fazer o necessário. No ano que vem, te espero para organizar novo passeio. Aliás, meu caro, deixarei em tuas mãos a organização do evento. Adoro quando as pessoas criticam e dão idéias. Mas gosto muito mais quando os donos das idéias emprestam as mãos e o tempo para colocar em prática o bom e o necessário. Estamos combinados?
(Olha, nada demais: com 7 ou 8 ofícios, como eles gostam de chamar, e uma pequena campanha junto a empresas que estejam dispostas a fazer um bicicletário, além da supervisão das obras e divulgação para o público e para a imprensa, com a bênção da Câmara Rio-Grandense do Livro, em encontro com agendamento prévio, a gente faz tudo o que precisa. O contato com as livrarias e editoras para doação de livros é tranqüilo, o recolhimento das doações é fácil e o encaminhamento a instituições carentes é mais fácil ainda. Uma barbada. Promover o evento junto a escolas de ensino básico é fácil, uns três dias de trabalho e deu. E, de quebra, tiras do circuito essa gente que tem idéias e que põe todo mundo em risco. Que tal?)
Grande abraço da
Cíntia
 
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