Tentando organizar o dia, recebo, logo ao acordar, um email mais do que carinhoso do irmão Luiz Ruffato --- na torcida pelo resultado do Prêmio Portugal Telecom de Literatura, cujos resultados serão conhecidos na segunda-feira, dia 28, em cerimônia na Sala São Paulo.
Sou uma das 10 finalistas e concorro com gente graúda, de peso e importância. Torço para ganhar, claro, torço para ter renovado o carimbo na carteirinha de escritor.
Faz algum tempo, disseram-me que fizesse, junto aos jurados, o temível corpo-a-corpo, campanha pelo voto. Coisa que não fiz, nunca farei e que, creio, a maioria dos concorrentes se recusa a fazer. O prêmio é sério, com um regulamento rígido, com votação disputada. A festa é uma festa mesmo, com direito a pompas e circunstâncias, coisa que cabe direitinho num evento que distingue e que premia a literatura.
Uma pergunta só me aflige: por que alguém me "aconselharia" o corpo-a-corpo? Escolhem-se livros vencedores. E a batalha literária é feita somente com o trabalho da produção da gente. Quem tem a duríssima cara-de-pau de ficar de tititi e conchavo pedindo voto?
Vou lá, para Sampa, na segunda de manhã. E feliz da vida, juro, por participar da festa.
Beijos!