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Terça-feira, Fevereiro 22, 2005

 

Férias, agora

Pois estou arrumando as trouxas, fazendo minha pilha de livros, coisital. Amanhã, terça-feira, 23 de fevereiro, pegamos a estrada para Santa Catarina. Nossas férias, lá pros lados de Garopaba. Antes de sair, fico fora uns 10 dias, o Julio Daio Borges, di Dogestivo Cultural, me deu um lindo presente: escreveu um texto sobre essa que vos escreve, acerca de minha decisão de perseverar nessa carreira das letras (o texto só vai ao ar em março. Quem quiser ler antes, link tá aqui). Ele ficou muito impressionado com minha decisão de largar o jornal e de me dedicar á carreira de escritora. Mas, no duro: juro que pra mim fo a coisa mais natural do planeta.
Obrigada, Júlio, pelo carinho. Obrigada mesmo.


Segunda-feira, Fevereiro 21, 2005

 

Uma gata na cama

A foto aí de cima é da Cida, a gata da casa, dormindo, que é o que ela mais faz na vida. Um gato dormindo é uma das mais belas imagens que a gente pode ter. Dá uma paz...


Domingo, Fevereiro 20, 2005

 

Meu pé direito

Eu sei que o ridículo não conhece fronteiras. Estou com uma câmera nova. De teste, apenas pude fotografar o que está aí. O dedão do pé direito.




 

Domingão

Tudo azul no planeta. Fim de semana de muitas emoções, me preparando para passar uns dias em Santa Catarina. Falando nisso, tá aqui crônica minha no caderno Donna, colaboração para substituir a Martha Medeiros que está de férias.


Sábado, Fevereiro 19, 2005

 

A delícia de ser escritor

Pois o trabalho de escrita, vamos combinar, é um saquitel sem tamanho. Acontece que tudo volta atrás e a gente esquece a dor quando acontece o que me aconteceu hoje. Logo de manhã, a escritora Rosa Amanda Strausz (que lindo nome que ela tem) me diz que tinha resenha de livro meu no Prosa e Verso, do jornal O Globo.
Tinha, é claro.
Resenha pra lá de bacana do Wilson Martins, um dos caras que mais respeito na face da terra. E falando bem de meu livro Duas iguais e do livro do Carlos Moraes, Deus vai te pegar lá fora.
Como diria o Faraco, no final de um conto: dá até vontade de rezar.
Quem quiser dar uma olhadinha, pode pegar carona neste link


Sexta-feira, Fevereiro 18, 2005

 

Dará no Digestivo

O Digestivo Cultural, bravo e resistente site dedicado, claro, à área cultural, capitaneado pelo competente Júlio Daio Borges, publicará na edição de 22 de fevereiro, terça que vem, resenha sobre o Estudo das teclas pretas, romance musical escrito pelo escritor gaúcho Luiz Paulo Faccioli. O moço, que divide a cama comigo, mereceu a atenção de Fabio. Este valoroso blog antecipa a matéria, que pode ser lida clicando aqui.
Em tempo: o Faccioli tem dividido a cama comigo por 22 anos.


Terça-feira, Fevereiro 15, 2005

 

Momento mulherzinha, a maravilha

Pois hoje foi dia de botar em dia as coisas cosméticas. Cabelos, unhas, barba e bigode. Depois, uma taça de champã com a amiga Celia Ribeiro, coisa querida e chique, conversa em dia. Muito a aprender com a Celia, principalmente uma gana de viver que é de dar inveja. Apareceu por lá Ana Cássia Henrich e Lauro Schirmer.
Circuito Padre Chagas sempre agradável. A Recoleta fica aqui. O pior foi ver uma batida de automóvel: o culpado se mandou. Bateu na traseira de outro carro ao forçar passagem.


Segunda-feira, Fevereiro 14, 2005

 
Segunda-Feira, enxaqueca e Cultura News

Hoje, segunda, uma enxaqueca daquelas. O inferno na cabeça. Nada podia conter a dor, a náusea e o enjôo. O Fabrício Carpinejar telefonou logo cedo (era cedo ao menos pra mim) e, pela minha voz de lesma agônica, perguntou se eu estava me acordando. Não, não estava, estava com enxaqueca. Só conhece quem tem, não dá pra explicar por telefone. Tudo se multiplica, uma folha caindo de uma árvore vira um estrondo, um palito de fósforo vira um sol, um bife fritando parece enxofre vindo de vulcão. Só conhece quem tem. Enxaqueca.
Mas me deitei, dormi e acordei só de ressaca. E me esperando estava o Cultura News, informativo da Livraria Cultura, com matéria sobre a degas aqui, feita pela competente Lays Sayon Saade. Linda a matéria. Também matéria sobre o Airton Ortiz, companheiro de
editora Record. Quem quiser dar uma olhada, clique aqui.
E vam que vam. Já me incomodei o que deu com mãe e quetais. Já me despedi do Assis Brasil, que vai pros Açores lançar livro. Domani, vem a amiga aqui prum happy hour.


Domingo, Fevereiro 13, 2005

 


Os tri-bem-na-foto






Ontem, sábado, a Alice e o Urbim chegaram aqui em casa com uma reclamação muuuuuito sentida: não estavam no blog. Até eu explicar que não sabia como transpor uma foto do celular para o computador, ficou parecendo que focinho de porco é tomada. Para fazer justiça à dupla adorada aqui de casa (no duro: são companheirões pra tudo), posto foto tirada adrede. Os dois também estão preparando as malas: vão ser felizes em Portugal.
E, hoje pela manhã, não deu pra acompanhar a dupla até Três Coroas, onde a Alice queria ver as comemorações do ano novo tibetano. Simplesmente eu não sou eu às oito da matina.
Mas na boa: não estão lindos os dois?


 
O Belo Antônio




Pois aí está o neto do Assis Brasil, filho da Lúcia e do Leonardo. O vô, que baba mais do que o neto (mas o guri não é mesmo uma fofura?), e a avó, a Valesca, vão para as terras dos irmãos, onde Assis vai lançar A margem imóvel do rio e Um quarto de légua em quadro, em Póvoa de Varzim e em Ponta Delgada, respectivamente. Tia volta, Assis. A gente, junto com o Belo Antônio, ficamos aqui, cuidando da terra. Xácoagenti.


Sábado, Fevereiro 12, 2005

 
Alegre despertar
Pois hoje acordei com a notícia, trazido pelo Luiz Paulo, é claro, que tinha resenha de meu "Arquitetura do arco-íris" no caderno de Cultura de Zero Hora. Exultei. O autor do texto é Flávio Carneiro, escritor, crítico e professor da UERJ, que leu meu livrinho com toda a atenção do mundo. Um texto redondinho, bonito de se ler. (Ainda mais pra mim, óbvio, que sou a contemplada). Obrigada, Flávio, obrigada Dudu Nasi, que está editando o caderno em caráter interino, enquanto, segundo me informam, Eduardo Veras está de férias.
Como ainda não consigo colocar as resenhas sobre meus livros no link Imprensa, aí vai o link pra quem quiser dar uma olhada. Val´a pena. :))


Sexta-feira, Fevereiro 11, 2005

 
Finalmente, a chuva
Pois a água caiu em Porto Alegre, depois de um estio longo demais, até pra quem gosta de calor e pouca roupa. Agradecemos aos céus, portanto, que até a alma parecia seca.
Logo pela manhã, o amigo de redação de Zero Hora, ex-colega e eterno companheirão do peito, o Carlos André Moreira, me despertou para perguntar algo sobre um conto meu. Respondi. E como os telefonemas quase nunca podem ser reservados na redação, logo todo mundo mandava beijo e fazia festa. Faz hoje pouco mais de um mês que deixei o jornal: vim pra casa pra me dedicar à literatura. Decisão difícil, essa minha, quem acompanhou sabe, porque o jornal é uma cachaça (quem trabalha em jornal também sabe).
Hoje, com aquela festa que me fazia o Carlos André, com os beijos que os queridos mandavam, compreendi, numa extensão absurdamente plena, o drama pelo qual passei. Deixei gente muito amada lá dentro. Uma baita jóia.
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Não, não tô deprê, não é isso. Nostalgia. E quero agradecer as visitas e os comentários atentos e carinhosos ao blog e ao site. Pô, legal esse negócio.


Quinta-feira, Fevereiro 10, 2005

 
Carnaval no Barranco


Nós, marido e eu, na noite do Barranco. Conosco, Flavinho Loureiro, Alice e Carlos Urbim e Dudu Nasi, autor da foto. Não estamos um amor?


 

O terror veste burca
Essa foto constará dos anais. Flávio Loureiro Chaves, de burca, preparando sua estréia numa academia de ginástica. A burca é para conter o suor do nosso amado decano. O pior é que ele se presta. A foto, mais uma vez, é do Dudu Nasi. O make up do decano Flavinho (só eu adquiri o direito de chamar o professor assim!) é minha.


Quarta-feira, Fevereiro 09, 2005

 
Gatos!

Quem gosta (ou não) de gatos pode dar uma olhada no site da revista Globo Rural (link abaixo). Uma crônica apaixonada sobre Cida, a gata aqui de casa. O link é: http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC905112-2868,00.html


 
Baú de recordações

A foto aí de baixo foi encontrada nos meus arquivos, aqueles que estou tentando limpar. Sergio Faraco autografando Rondas de escárnio e loucura, belíssimo livro de 1998. Coloco no ar em homenagem ao amigo. E quem tiver mais coisas do baú, pode mandar que eu publico.




 
Em catalão!
Acabo de receber um email de um senhor chamado Josep Domènech Ponsatí. Me diz a simpática criatura que está traduzindo um conto meu para o catalão.
Para o catalão!
Logo o catalão, que me fascina e me embala, língua que escuto com todos os sentidos. Mas não é uma maravilha? Fico aqui, aguardando que o novo amigo me envie o conto. Enquanto isso, coloco no ar o link para a revista Argos, da Espanha, que publicou um conto meu em espanhol. O nome do conto é O tempo e a memória. Dêem uma olhada. Acho que fica interessante. O endereço é http://fuentes.csh.udg.mx/CUCSH/argos/20nov-ene02/20nmoscovich.html


 
Acharam o Tobias!
A Irene Brietzke acaba de escrever pro meu marido avisando que Tobias, o cachorrinho do Zé Victor, foi achado na frente de um supermercado na praia de Atlântida. Uma amiga viu uns meninos vendendo um cãozinho com cara de Tobias e chamou a polícia. Não deu outra.
Diz que o Zé berrava de alegria no telefone.
Enfim, um final feliz. (Todo mundo bem que merecia uns finais felizes de vez em quando, né?)


 
O cachorrinho do Zé Victor
Sacanagem o que fizeram com o fofo do Zé Victor Castiel. Ontem, terça-feira de Carnaval, roubaram o animalzinho de estimação dos Castiel em Atlântida. É um yorkshire de três anos chamado Tobias. Quando roubaram o Tobias, ele estava com uma peiteira vermelha.
Se alguém descobrir alguma coisa, por favor, ligue para o Zé Victor no 9123.4664.
Vamos ajudar o Zé, plis. Ainda mais que ele tem criança pequena em casa. Cachorro a gente ama.


Segunda-feira, Fevereiro 07, 2005

 
Segunda de Carnaval
Pois é, segunda-feira, cidade vazia. O carro enguiçou, algo a ver com a bateria. Nada demais, só pra lembrar que baterias novíssimas também estragam, e não tem nada a ver com samba. Tento escrever algo que preste, não sai nada. Faz calor, calor, calor. Piscininha de mil litros, ventilador de teto ligado o tempo todo. Tenho de escrever, preciso. Mas o cérebro parece uma passa de uva, não sai nada. Tive uma vez um desses achaques, o famoso "writer´s block", e me pareceu que nunca mais ia escrever nada. Me queixei pro mestre amado, que também é mestre de vida, e ele sentenciou que era assim mesmo, que escritores são sempre escritores, mesmo que dê pane temporária. Acontece que escritores escrevem, e parece que a gente tem de sempre estar validando uma espécie de título de pompa a que a gente fez jus num momento produtivo.
Ai, Assis, o texto não me sai. Vou te escrever para que me digas de novo que um escritor é sempre escritor.


Sábado, Fevereiro 05, 2005

 
Lição de Pintura
Pra quem quer ver uma coisa bem legal, modéstia à parte, uma idéia a ser executada é visitar o site da artista plástica Clara Pechansky (www.pechansky.com.br/licao_1.html). Ali está um trabalho que fizemos em conjunto: a partir de uma antiga foto, tirada em Pelotas, que mostra uma lição de pintura (a mãe de Clara é uma das alunas), a Clarita fez uma série de telas intitulada justamente A lição de pintura. Eu, por meu turno, compus textos para cada um dos quadros, conjunto que virou uma exposição no ano passado na galeria Marisa Soibelman, aqui de Porto Alegre. Foi minha primeira experiência de poesia em prosa. Claro que os quadros da Clarita dão de dez nos textos. Mas é legal olhar como ficou.


 

Carnaval na Sapa

Carnaval da Sapa

Hoje, sábado de Carnaval, a cidade está uma calmaria só. Beleza. Não precisa nem sair de casa para desfrutar da tranqüilidade desta Porto Alegre vazia: simplesmente não há ruídos, canos de descarga, zoeira do Grêmio Náutico União (clube que é vizinho da minha casa e que promove torneios de natação e aulas de ginástica sempre aos berros de torcida e decibéis dantescos de música de péssima qualidade). Faz calor, que a gente ameniza com pouca roupa e com uma fontezinha de água ligada. Daqui a pouco, vou ao xópim perto de casa comprar um presente pro Carlos Urbim e um pro Flávio Loureiro Chaves, que fizeram níver ontem. Aposto que vais estar vazio. Por isso, por esta paz, o Luis Fernando Verissimo e mais uma pá de gente criou a Sapa, Sociedade de Amigos de Porto Alegre. Isso aqui vira um lugar bom de se viver justamente quando os porto-alegrenses foram virar bife a milanesa em Capão da Canoa e Tramandaí. Nem sabem o que estão perdendo.

Vou passar o carná assim: fantasiada de Eva, tomando cerveja no Barranco, vendo dvds e escrevendo, que ninguém é de ferro.


Sexta-feira, Fevereiro 04, 2005

   
Puxão de orelha
Pois um ex-colega meu de redação, amigo atento, me diz que blog deve ser atualizado todo o dia. TODO O DIA, fez questão de frisar. Então obedeço, já que sou bem mandada. Esclareço que nem sempre tenho muito saco de vir aqui e escrever alguma coisa e não tolero a idéia de ter outra prisão. Então, o blog vai ser a liberdade de dizer o que não se pode dizer em outros lugares. Vam qui vam.
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Meu irmão mandou dizer que os dois milhões e meio de reais que deram ao saldo final do Fórum Social Mundial o estatus de evento deficitário vão ser pagos pelo Governo Federal. Ao menos, a organização do FSM passou o chapéu por lá. Como parte desta grana é minha, lanço mão do direito de espernear: no meu não. Acho maravilha um evento desse tipo, mas que seja bancado por quem realmente deve bancar. Dois paus e meio faz uma diferença e tanto pra muita gente que nunca nem tomou coca-cola simplesmente porque nem comida tem. A zorra não tem fim.
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Um jovem jornalista, nem aos 30 anos chegado, estranhou a afirmação de que havia judeus comunistas. Para ele, uma coisa anula a outra. Não culpo o rapaz, ninguém é obrigado a saber a história da humanidade de cor e salteado. Mas estamos num mundo, esse que é novo e é possível, no qual que se torna impensável que um judeu seja de esquerda (claro, bota coisa antiga e ultrapassada a divisão de esquerda-direita. Mas ainda serve pra fins taxionômicos). Ser de esquerda significa, pela ordem, abominar os Estados Unidos (tenho enormes ressalvas com relação aos americanos: a ingenuidade e prepotência dos caras não me desce) e, na seqüência, dizer que Israel e os judeus são imperialistas, coisital. Palestinos viraram gente do bem e homem-bomba virou "a única forma possível de reação".
Mas desde quando?


Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005

 

Abertas inscrições para oficinas de criação literária

Fabrício Carpinejar e eu realizamos oficinas de conto e poesia a partir do dia 7 de março, sempre às segundas, das 19h às 21h20. Cíntia apresenta os segredos do conto e Fabrício mostra como é possível fazer poesia mais do que versos. As matrículas podem ser feitas na Rua Dr. Alcides Cruz, 126, em Porto Alegre. A mensalidade custa R$ 120,00. Há somente 10 vagas para cada oficina. Informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 33785015 ou pelo e-mail marisa@diaglaser.com.br


 

O poeta na piscina


Para quem não percebeu, o Apolo aí da foto é nada mais nada menos do que o poeta Fabricio Carpinejar, na piscininha bagaça, aquelas de crianças, de mil litros, aqui de casa, clicado pelas lentes de Dudu Nasi. O sapo inflável é meu, assim como o espaguete de plástico. Comentário do escritor Luiz Antonio de Assis Brasil: "Bem se vê que o físico do poeta é inversamente proporcional a seu talento".
Pano rápido.


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