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Quarta-feira, Junho 29, 2005

 

Eu voltei

Pois é, andei preguiçosa, sem muita energia para post no blog. Pode não parecer, mas dá uma trabalheira danada essa coisa. Mas sinto falta.
Nesse meio tempo, o mundo não parou. Nem deveria.
Ontem, terça, 28 de junho, o pessoal da Casa Verde lançou o Contos de bolso, no qual 43 autores compareceram com seus minicontos (alguns micro, na verdade). Festa boa. Depois jantar em companhia agradável. Tudo muito civilizado.

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Na semana passada, na quinta, o Carpinejar e o Marcelo Carneiro da Cunha me chamaram para o Miss Cultura, atividade que eles têm levado a cabo na Cultura, aqui de Porto Alegre. Foi bom e divertido, embora eu estivesse cansada. Mas a idéia de fazer um concurso de beleza literária é boa pra burro. Deu até matéria na Folha de S. Paulo. Legalzão.


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Na semana que vem, segunda e terça, Marcelino Freire, o índio xavante preferido desses pagos, dá oficina de minicontos no STB Brasas. Quem quiser informações, pode escrever pra mim que eu encaminho. E na terça, o moço lança seus Contos Negreiros, que marca sua dele estréia na Record.
O Marcelino é um dos caras mais ativos e generosos que eu conheço. E companheiraço de cerveja uma barbaridade.

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E lembrem-se: AINDA ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA MINHA OFICINA "CHIQUE É SABER". Vamos nos divertir juntos um pouco? As aulas vão iniciar no dia 11, ao contrário do inicialmente previsto. Podem se informar comigo mesmo, no email cintiamoscovich@terra.com.br.

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Vou lá ver o escândalo do dia no Jornal da Globo.
Gente, na boa: quando não tem mais o que piorar, aí mesmo é que piora.


 

Assis nos seus se senta




Pois a foto aí do lado é do coronel Luiz Antonio de Assis Brasil em seus 60 aninhos. Comemoramos na semana passada, no Tirol. Coisa boa. (Bem atrás do Assis, batendo palmas como se estivesse em aniversário de criança, Luiz Paulo Faccioli puxa o coro dos parabéns)


Domingo, Junho 19, 2005

 

Será que tem?

Me lembrei de uma: fui, a bordo de mamá, almoço de domingo, a um espeto corrido, aqui em Porto Alegre, churrascaria Laçador, que não conhecia.
Serviço demorado: salsichão, coraçãozinho de galinha. Depois costela, costela e costela. Pelo meu gosto, tava bom, pra iniciar. Mas eu queria um vazio, corte delicioso e barato.
Como as carnes rareassem, e eu quisesse comer meu vazio, consegui chamar um dos garçons e pedir um espeto de, claro, vazio. Ele fez um ar entre desconcertado e preocupado:
--- Não sei se tem.
Pô: "Não sei se tem?".
Para que o pessoal que não mora aqui entenda: é como ir a um restaurante de comida baiana e o cara ficar em dúvida se tem moqueca de peixe. Ou a um restaurante alemão e o mesmo acontecer com relação a chucrute. A gente não pergunta se tem: é o que tem.
Tinha, sim, um vazio meia-boca.
No fim, a gente pagou 46 pilas.
A mãe, que comeu sobremesa, disse que os doces estavam bons.
Adeus, espeto corrido.


 

Quando o inverno começa

O dia amanheceu parecendo inverno. Fácil descrever: tempo cinzento, vento moderado, mas frio, a tarde se arrastando de preguiça pela cidade. Hoje, mais do que nunca, Porto Alegre se parece a ela mesma, depois de ter-se parecido ao Rio ou a Salvador, tanto o calor que fazia.
Agora, sim, é hora de a gente se enconchar em casa, ler, tomar café e comer coisas engordativas -- aó menos é lícito e legítmo, tá lá nas regras da tradição.

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Falando em ler. Estou acabando Quando Nietzsche chorou, de Irvin D. Yalom. Veio na seqüência de outro livro que eu já havia comentado, Bartleby e companhia, de Enrique Vila-Matas, que recomendo vivamente (embora um boi-corneta tenha deixado um post dizendo que o Vila-Matas era um porre. O cara, ou a cara, não sabe ler).
Embora a tradução de Quando capengue um pouco (que tal "escovar os cabelos com os dedos"?). o livro é uma pequena jóia. E mete o leitor numa encrenca: o que estou fazendo aqui? Uma sinuca-de-bico existencial.

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Falando em sinuca-de-bico existencial, acabo de escutar uma história divertida, apesar de muuuuito triste. Uma maravilhosa escritora daqui, que tem duas irmãs e um único mano caçula, não está passando os melhores momentos de sua vida: a mãe dela não está bem, internada na UTI. Por força dos medicamentos, tem delírios. E, agora, embora as filhas tentem dar o apoio da presença, ela quer porque quer o filho mais novo, que sumiu, porque brigou com um dos enfermeiros da UTI. A amiga escritora sentiu-se mal, rejeitada pela mãe. Isso não é desamor pelas filhas, tudo ao contrário, mas ela quer ver seu único rebento que faz xixi de pé. Jocasta quer seu Édipo, é essa a história. Os gregos tinham toda a razão. E a amiga e eu rimos. Que bom que ela ri. Meu Deus, como é bom ver minha amiga rir.

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Ontem, tive uma noite maravilhosa, conversando com alunos de criação literária de Charles Kiefer. Gente boa, papo agradável. Eles querem se tornar autores e têm tido a ajuda do Charles nesse sentido. Foi lá na Palavraria, um encanto de lugar.

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Falando em oficina, retomo a minha a partir do dia 4 de julho. Aí embaixo tem um post meu dando orientações.
Beijos.
Fui


Quinta-feira, Junho 16, 2005

 

Nova oficina

Sorry pela ausência. Desculpem-me mesmo. Estava, e estou, às voltas com um conto, que já virou novela. Passo pelaqui para informar que estou com nova oficina a caminho, que se inicia no dia 4 de julho, lá na Diaglaser. As aulas acontecerão às segundas, das 19h às 21h30min, até setembro. As inscrições, pra quem tiver interesse, podem ser feitas pelo telefone (51) 3378-5005 e (51) 9627-2363.
Pra quem tá a fim, vai ser um prazer.
Tô naquela de "chique é saber".
Vou lá. Hoje, encontro do Assis Brasil com o Professor Ruy Carlos Ostermann, no Café do Prado. Delícia.

(Antes de ir embora: ontem, o Faraco autografou seu livro sobre sinuca. Um dia ainda entendo disso. E a Lilia Manfroi com vernissage das esculturas dela, lá na Gravura. Comprei uma peça pra mim.)


Domingo, Junho 05, 2005

 

Caxias do Sul

Eu já tinha me prometido me trancar em casa e só sair para o indispensável. Mas quando pintou o convite para o seminário sobre literatura e jornalismo em Caxias do Sul, promovido pela Universidade de Caxias do Sul, não tive como recusar. Convite do Paulo Ribeiro e dos alunos dele.
Um encontro saudável com a Cecília Giannetti. no sábado de madrugada (o horário me irritou um pouco). Bons alunos, interessados, gente que, tenho certeza, vai dar legal no ofício.
Á tarde, papo com o Carpinejar, Marcelino Freire e o Cardoso, que assisti um pouco cansada pela manhã, mas com grande prazer. Na night, janta com os amigos da UPF e escritores presentes.
Voltamos com o Carpinejar e com a Ana. Paramos para almoçar em Ivoti. Jogamos fla-flu. E fomos felizes. Como diria o Carpinejar, o sol lavava a estrada para a gente passar puro de alma por ela.
Bonito, foi.


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