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Quinta-feira, Novembro 24, 2005

 

Portugal Telecom

Tentando organizar o dia, recebo, logo ao acordar, um email mais do que carinhoso do irmão Luiz Ruffato --- na torcida pelo resultado do Prêmio Portugal Telecom de Literatura, cujos resultados serão conhecidos na segunda-feira, dia 28, em cerimônia na Sala São Paulo.
Sou uma das 10 finalistas e concorro com gente graúda, de peso e importância. Torço para ganhar, claro, torço para ter renovado o carimbo na carteirinha de escritor.
Faz algum tempo, disseram-me que fizesse, junto aos jurados, o temível corpo-a-corpo, campanha pelo voto. Coisa que não fiz, nunca farei e que, creio, a maioria dos concorrentes se recusa a fazer. O prêmio é sério, com um regulamento rígido, com votação disputada. A festa é uma festa mesmo, com direito a pompas e circunstâncias, coisa que cabe direitinho num evento que distingue e que premia a literatura.
Uma pergunta só me aflige: por que alguém me "aconselharia" o corpo-a-corpo? Escolhem-se livros vencedores. E a batalha literária é feita somente com o trabalho da produção da gente. Quem tem a duríssima cara-de-pau de ficar de tititi e conchavo pedindo voto?
Vou lá, para Sampa, na segunda de manhã. E feliz da vida, juro, por participar da festa.
Beijos!


Sábado, Novembro 12, 2005

 

Prêmio AGES Livro do Ano

Num jantar tranqüilo e gostoso, com preço módico proporcionado pela Eleonora Rizzo, do Birra & Pasta, foram conhecidos ontem os vencedores do Prêmio Livro do Ano, iniciativa da Associação Gaúcha de Escritores. O troféu, confeccionado por Lilia Manfroi, foi parar na casa de gente muito boa. Dois deles, graças aos céus, vieram parar aqui em casa: um para Estudo das teclas pretas, romance de Luiz Paulo Faccioli, e outro para Arquitetura do arco-íris, livro de contos desta humilde escriba. Tô feliz da vida: é um prêmio no qual a votação é feita por escritores. Reconhecimento dos pares da gente é o maior barato.
A nominata é a seguinte:
NÃO-FICÇÃO* Travessia da Amazônia - Airton Ortiz
INFANTIL* O cavaleiro da mão-de-fogo - Mario Pirata
CRÔNICAS* A lei primordial - Franklin Cunha
POESIA* O sonho nas mãos - Armindo Trevisan
NARRATIVA LONGA* Estudo das teclas pretas - Luiz Paulo Faccioli
CONTOS* Arquitetura do Arco-íris - Cintia Moscovich
JUVENIL* Atrás da porta azul - Caio Riter


Quinta-feira, Novembro 10, 2005

 

Praia dos escritores

A Feira do Livro de Porto Alegre entre em sua reta final. Até terça que vem, dia 15, mais de um milhão de pessoas terão passado pelas barraquinhas armadas no centro da cidade, terão presenciado mais de 700 sessões de autógrafos, uma centena de debates e conversas, shows, performances e exposições.
Antes que a Feira acabe, um chamado, feito pela Sandra La Porta, da Câmara Rio-Grandense do Livro: se cada um pegar uma cadeirinha de praia e levar à Praça da Alfândega, a gente pode fazer uma aprazível sala de estar em frente ao Pavilhão de Autógrafos. Como na Feira tem erva-mate e água quente de graça, quem quiser poder levar bomba e cuia pro chimarrão.
A cadeirinho pode ser deixada para uso no dia seguinte lá mesmo, na Feira, aos cuidados da administração da Feira. Quem tá dentro?


 

Assis Brasil, 20 anos

Pra quem não vive em Porto Alegre ou no Sul, no Rio Grande do Sul, este país tão distinto do Brasil --- embora dele, com orgulho, faça parte ---, algumas coisas podem parecer estranhas. E são de fato.
A longevidade de certas instituições. Os bons serviços que essas mesmas instituições têm prestado. A honestidade e generosidade que movem essas mesmas instituições. Isso pode parecer estranho e destoante num país de instituições caducas e de prazo de validade marcado para daqui a pouco.
A Oficina de Criação Literária da PUCRS, ministrada pelo escritor Luiz Antonio de Assis Brasil, é um desses exemplos de persistência sulina: há 20 anos, vem formando gente que se dedica à escrita, tudo na base do amor eficiente. Assis não promete, cumpre.
Em homenagem ao número redondinho que dá gosto, a agente literária Patrizia Di Malta, italiana que tem apreço pelas coisas do Brasil, colocou no ar uma entrevista no site Musibrasil. Em italiano, é claro. Ali, há um bate-papo muito legal com o Assis, além de depoimentos meus e de Amilcar Bettega Barbosa --- traduzidos para o italiano.
E, para quem não sabe: saíram dos bancos da Oficina escritores como Michel Laub, Daniel Galera, Daniel Pellizzari, Leticia Wierzochowski, Paulo Scott. E muitos outros. Outros, inclusive, que virão.
A entrevista pode ser conferida aqui.
Bacana e legal.


Segunda-feira, Novembro 07, 2005

 

Internet, essa maravilha

Uma coisa legal, mas legal mesmo, tem acontecido nesses tempos bicudos. A internet, esse pátio dos milagres, se tornou um local de troca incessante de idéias e de textos que vão e que voltam. De minha parte, sou leitora de novos sites. Mais dois foram adicionados à lista: o do Dudu Oliva (http://dudu.oliva.blog.uol.com.br/) e da revista Cortiça (www.cortica.org). O site do Dudu tá cheio de entrevistas muito bacanas feitas com escritores, além de contos igualmente bacanas e de outras cositas más. Ambos os sites têm entrevista comigo, feita pelo Dudu Oliva.
Muito, muito, muito bacana. Fico feliz da vida.


 

Bicicletada pelo Livro, again

Para o povo que chegou agora, informo que acaba de seguir, por correio eletrônico, a mensagem abaixo transcrita:

Amigos, irmãos, camaradas,Mais uma vez falando com vocês em forma circular a respeito da BICICLETADA PELO LIVRO, peço que me perdoem pelas eventuais e sempre involuntárias falhas. Várias pessoas escreveram, mas nem sempre pude responder. As principais questões serão respondidas abaixo, na seção O QUE DEVO SABER PARA PEDALAR NO DOMINGO? Um beijo em vocês todos. Conto, realmente, com o povo por lá.
Cíntia

O QUE DEVO SABER PARA PEDALAR NO DOMINGO?

* A BICICLETADA PELO LIVRO sai da Usina do Gasômetro, às 15h30min, da frente, é claro, da Usina do Gasômetro. A concentração se inicia às 15h.
* O trajeto a ser seguido é: avenida Beira-Rio, Siqueira Campos, Praça da Alfãndega.
* Haverá comissão de recepção formada por notáveis não-ciclistas e alguns prejudicados (tem gente machucada em jogo de futebol e outras coisas menos nobres). Também há notáveis sedentários, que ficarão de plantão.
* O passeio não tem fins lucrativos, nem políticos, nem religiosos, nem morais, nem nada. A intenção é diversão. E incentivo ao ciclismo e à leitura.
* Não haverá bicicletas para alugar na hora e local. Sugiro que peçam emprestado. Àqueles que tiverem disponibilidade financeira, sugiro que comprem, para ter, uma magrelinha dessas em casa. Nos supermercados e grandes magazines se pode comprar bicicletas excelentes a partir de R$ 120, pagando em até 12 vezes.
* Pode participar do passeio gente de bicicleta, skate, patinete, carrinho de rolimã, triciclo e patins: tudo o que se tenha rodas movidas apenas por tração, impulsão e empurrão humanos. Caminhantes, segundo a EPTC, devem seguir pela calçada. Não se recomendam veículos automotivos na via dos ciclistas (ao contrário do que foi inicialmente noticiado.) Recomenda-se, vivamente, que os ciclistas usem equipamento de segurança e que usem filtro solar.
* Não será feita inscrição nenhuma, assim como nada será cobrado de ninguém.
* Não se trata de competição de espécie alguma. Não tem troféu de nada. Nem prêmio em dinheiro. Nem nenhum prêmio.
* Na chegada, o pessoal pode prender as bicicletas em postes, barracas, bancos, o que pintar.
* Se chover, o passeio não sai. A gente vai pro Memorial ou qualquer outro local coberto.
* Dúvidas? Escreva para
cintiamoscovich@terra.com.br


Terça-feira, Novembro 01, 2005

 

Bicletada, nova data

Pra quem tá tentando se organizar para a Bicletada pelo livro, aí vai o aviso. O evento terá lugar no dia 13 de novembro, daqui a dois domingos. A concentração, que se inicia às 15h, é na Usina do Gasômetro. Dali, às 15h30min, a gente sai pela Beira-Rio, passa pela rotatória, pega a Siqueira Campos e desemboca na Feira.
Todo mundo combinado? Quem vai?


 

Em viagem

Olhem só que bacana: acaba de sair do forno da editora Record o volume Contos para ler em viagem, com organização de Miguel Sanches Netto.
Como o nome diz, se trata de uma coletânea de contos sobre viagens e sobre lugares, no qual participam autores como João Ubaldo Ribeiro, Nelson de Oliveira, Domingos Pellegrini, Sérgio Sant´Anna, Sergio Faraco, Mario Sabino, Cristóvão Tezza, Moacyr Scliar, Ivan Lessa e eu.
A Veja online dá materiazinha e tem um conto online meu pra quem quiser dar uma olhada. O atalho está aqui


Outra coisa muito bacana é a edição Documento, da revista Continente Multicultural. Eu também tô lá, com um conto meu. Um barato a revista.


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