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Quinta-feira, Agosto 17, 2006

 


Este cachorrinho aí do lado é o Pipoca. O Pipoca, em dezembro passado, foi enjeitado por um casal que se separou. A gente ficou de coração partido, um filhotinho, e pegamos ele para ficar com a gente. Foi difícil a princípio a adaptação, há mais uma cadela e mais quatro gatos em casa. Hoje, no entanto, o Pipoca é a alegria feita bicho. Corre, salta, brinca, lambe, balança o rabinho. E dorme feito um justo, de puro cansaço.
Sempre que eu fico muito braba, o Pipoca vem em minha defesa. Deita-se ao meu lado e me acompanha. Se eu levanto, o Pipoca levanta. Se eu bebo água, o Pipoca bebe água. No mais, ele dorme em paz. Quem tem bicho de estimação sabe do que eu estou falando.

É bom. Compartilho.



Comentários:
Oi Cintia,
desculpa ai pelo mau jeito de ontem. meu nome é samael mesmo. cagada do cara q me registrou. era pra ser samuel ai minha mae gostou e meu pai deixou assim. nem sabia que era nome de anjo. fucei a vida dos boizinhos que andam te enchendo o saco. Os caras saum sacal pra cara*, mas o paulo sandrini é bastante citado na internet e muito elogiado pelos livros dele. o outro, mais viadinho, o marco, parece que é ilustrador. só manjei de ve uma ilustreba do mané e pelo jeito o cara manda bem na parada. é a capa de um livro estranho habito...acho que de comer em pé naum sei. diz que dentro também tem uns rabiscos dele que parece desenho de renascermento sei lá... duns viados la da idade media. pra tu não pensares que o samael aqui é mais um pra te pentelhar. e tri-bonitinho o pipoca. minha guria ia adorar.
 
Olá, Samael. Mujito obrigada pela visita e pelas palavras para o meu Pipoca. Tens um nome bonito: não é estranho. Quem falou? Samael é, conforme a Cabala, um anjo que tanto incita o ódio quanto a concórdia. Mas, no fim das contas, é um anjo do bem. E deixa os meninos se divertirem. Eu cansei e nem leio mais o que colocam aqui. Isso aqui é pra ser uma coisa saudável. Mas os dois petizes vieram com ódio e raiva. Não dá pra encarar nem pra ser feliz. Tu tem nome de anjo, deves saber do que eu falo. Dá um beijo na tua guria.
 
Cintia! que lindo o Pipoca! não sei se te falei quendo vc veio pra Londrina, eu tenho uma pincher - que mais parece uma lontra de tão gorda - que se chama Minny Aparecida;;... ela é desse jeito.. até quando vou ao banheiro fazer xixi, ela faz também! hahahahaha.. se eu for 10 vezes, ela também faz xixi 10 vezes! uma comédia!
Saudade de vc.. tenho acompanhado esse blog, e espero que vc não pare de escrever aqui hein....
beijão pra vc!
 
O tempo e a memória


19.10.2005
Para Cíntia Moscovich



No momento em que estamos vivendo um ato, uma situação, ela se contorna dura, concreta, ainda que existam seus encantos escondidos, ou emoções nos seres ali presentes. Mas o fato é que o verbo é da ação, do movimento. É no tempo, no presente, no indicativo. Sim. Quase frio, se não fossem os predicados lhe amenizando. No tempo os momentos mudam suas cores, seus tons, suas verdades. No pretérito, do esquecimento, se embelezam acontecimentos, roteiros e cenas de vida experimentada. Seria, talvez, da memória o papel de reler e apontar o novo quando o tempo já não é o mesmo – já se foi e ainda o é. Permanente por ser tempo. Ela, a lembrança, transformadora das realidades, brincando com o sol que ofusca, trazendo a dança das sombras, para que o agora se eternize, mais belo, confiante e merecedor de ser passado no futuro do outro agora.
 
O seu Pipoca lembrou o Miguel aqui de casa, com a exceção (um mero detalhe) de que não se trata de um cão e sim de um gato siamês. Mas ele vigia a casa que nem um cachorro, se mete no meio da gente pra separar briga, tem ciúmes quando falamos ao telefone... Resumindo: é o membro mais ativo da família, envolvido em todos os assuntos, apaixonadíssimo pela minha mãe.
 
Olá Cintia,
Estava aqui pulando de blog em blog e te achei...Logo se vê que você é escritora...adorei.
Bjs,
Danilo
 
Nossa, total... A minha companheirona é a Duda, uma Lhasa Apso de 6 meses. Cães fazem coisas que nós, seres humanos, muitas vezes não fazemos... Aquele olhar compreensivo, aquele carinho descompromissado... quem tem pet sabe disso...

Só que tenho uma história real que supera todas... Aqui no condomínio em que moro há um cachorro que foi enjeitado também. O nome dele é Negão. Ele é um fofo, e logo foi adotado por outro vizinho. Pois bem, recentemente, o "pai" adotivo foi rendido em sua casa por ladrões. Pois nãoé que o cão saiu de casa e foi chorar na portaria, implorando para alguém fazer uma ronda? E tem gente que ainda despreza cachorro... Para mim, esses sim são desprezíveis...

Abraço!
 
Olá, meus visitantes do bem. A-do-rei os comentários deixados. Soll, tudo de bom teu texto. Camilinha, Vida que Muda, Samantha, minha doce paranaense. Vocês deram alegria a minhas duas semanas passadas. Obrigada pelo amor aos bichos. E às criaturas.
 
Oi.
Encontrei a foto do Pipoca na net por acaso e me surpreendi com a história dele... eu havia me separado de meu marido e ele deu nosso cachorrinho, o Alfredinho, um poodle toy caramelo idêntico ao seu Pipoca. Nunca consegui encontrá-lo... continue cuidando bem do seu cachorrinho, vc não imagine - e nem queira! - a falta que faz um amigo tão chegado......
 
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