Adoro uma briga. Dou um boi pra não entrar. E aquela famosa boiada para não sair. É uma besteira. Não aprendo, não adianta.
Já comprei briga com A, B e C. Mas não aprendi o essencial: se a gente fala com uma porta, a porta continua sendo porta, e, pior, a gente passa a também ser porta. Em miúdos: se eu me esforço para buscar interloução onde ela não existe, passo eu a não existir. Aquele com que eu falo me devolve meu próprio reflexo — com a diferença que minha imagem já estará distorcida. Pior pra mim, que tento tirar leite de pedra. Ou fazer porta falar. Ou tentar falar com meninos, querendo que eles me respondam como adultos.
Por causa dessa vocação camicase e amalucada, os visitantes deste blog terão notado vários comentários irados e mal-educados, assinados por membros de uma mesma família — dois irmãos — e postados recentemente. Logo aí abaixo: podem conferir e dar risada. Resolvi que não iria retirá-los, os comentários. Quem foi jornalista durante a ditadura sabe o que é censura. Um terror. E quem é jornalista que tem de resenhar livros dos outros sabe que é uma pedreira. Vaidade não tem fim. Estupidez, muito menos.
Então é isso: colho os frutos de minha própria plantada tempestade. E ainda dando luz a uma gente bobinha, bobinha.
Ai, meus sais.
Agora, parei mesmo. No duro.
Antes de dar o assunto por encerrado, preciso dar a mão à palmatória: um dos meninos envolvidos no assunto passou do ponto, desancando a gauchada. O irmão, acho que mais velho, resolveu que a coisa ia longe demais e se retratou pelo disparate. Foi uma atitude bacana, civilizada, que merece respeito. Se a gente marcasse pontos, como numa partida, eu diria que o menino marcou um ponto. Foi bonito. E eu devo dar os parabéns. Dói um pouco. Mas justiça seja feita.
Fui.