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Domingo, Setembro 03, 2006

 

Liberdade?

Com relação ao post aí abaixo, aquele que reproduz a crônica de David Coimbra protestando contra a existência dos meninos de rua, levantou-se uma polêmica. Um jornalista, um dos caras mais cultos e eruditos e informados e tudo-de-bom que eu conheço (o nome eu dou depois, sei lá se ele quer ver seu nome nessa arenga), escreveu para Luiz Paulo, meu marido, argumentando coisas potentes e polêmicas. Que a noção de liberdade que têm os meninos de rua e os moradores de rua em geral não é igual à nossa, de classe média, judaico-cristã, internet, tv a cabo, geladeira e comida na mesa. Ele lembra que quando passa a ronda da prefeitura, todos os moradores de rua se escondem. Querem a vida do jeito que escolheram, dentro daquilo que, para eles, é liberdade. A liberdade de não ir para um albergue pulguento, de não ser currado, roubado, lavado, limpado, alimentado. De não ser subjugado na única coisa em que eles podem mandar na vida deles.
A pergunta é: isso é liberdade? Escolha?
Sei lá. Tô pensando. Tive o impulso de ir contra a mensagem do jornalista. Mas me detive para pensar.
O que cês acham?


Faz frio em Porto Alegre. Nariz gelado.
E essas crianças, e essa gente, tá na rua. Amanhã, vai ter gente morta por hipotermia. Morador de rua que não güentou o tranco de uma noite que vai acabar em geada.


Comentários:
Oi. Sou eu, o Duda, tenho novas pra lhe contar. Depois, depois. Quanto ao post, acho cabeluda a questão. Cabeluda mesmo. Liberdade para uma criança? Só se ela estiver alimentada, vestida, educada. Mas ainda acho que os governantes deveriam fazer algo desde a base. Pô, é difícil opinar.
Qq coisa, tô aqui. depois escrevo.
Beijo
Duda
 
Vou postar aqui um comentário para que todos que conhecem o casinho possam rir um pouco. Resolvi incomodar quem estava incomodando. Banquei o louco, apenas reprisando comportamento observado em alheios raivosos e picaretas nos últimos tempos. Fui ao blog dos carinhas que se acham (sim, eles têm um blog, deles para eles) e, de sacanagem, não parei de comentar. Um comentário atrás do outro. Azar dos meninos maus. Muito maus. Eu simplesmente colava os comentários que esses feios, sujos e malvados fizeram aqui neste blog e colava lá no deles. Deixei meu email, nome, tudo direitinho. Fiz isso por uns 3 ou 4 dias.
Até que ativaram a moderação de comentários. Continuei comentando, porque, diferente deles, eu não queria aparecer às custas de ninguém. Queria mesmo encher o saco. Que eles tivessem o gostinho da sacanagem deles mesmos. No sábado, eu acho, a moderação estava desativada. Eu escrevi nesse mesmo sábado, mostrando minha indignação e perguntando se eles gostaram de provar do próprio veneno. Tb impliquei com os filhinhos-de-papai, voltando à questão da universidade pública versus privada. O que e quem eles ainda acham que são?
Sabe o que aconteceu, Cintia? Pois os panacas ficaram o sábado inteirinho olhando para a tela do computador, para ver se eu entrava no site... Manja araponga decadente? Pois é, isso mesmo. O sábado inteiro esperado o “invasor”...
Eu só soube disso no final do sábado, eu acho, quando colocaram um post “espertinho”, com a imagem de um peixinho, dizendo que tinham pegado o peixinho deles. Babacas. Ou seja: os espertos se superaram. Superaram a própria estupidez e a mentalidade curtinha, curtinha. Conseguiram perder todo o sábado, “descobriram” quem estava incomodando, e ainda falaram em “comportamentalismo básico”, certamente auxiliados pela psicóloga que dá plantão.
Pode?
Pode uma coisa dessas?
E isso que eu disse quem eu era e o que estava fazendo! Os caras estão acostumado a forjar identidades falsas e acharam que eu não existia. E quiseram ser muito “eshpertos”. Perderam o dia inteiro!
Agora, tiraram o post do peixinho. Eu também tiraria. Um atestado de babaquice. Não que eles precisassem. Mas nunca tinha visto coisa pior. Pelo menos um pouco mais de bom senso, lucidez, senso de realidade.
Resumo: parei de encher o saco. Se vou brigar, ao menos que seja com gente inteligente. Não um bando de picaretas que se acham, como diz a psicóloga deles, amiga da “esposa” de um deles, a “batata da maionese”.
Cintia, não parei de dar risada. São uns astutos de merda. E, como vc diz, tomam dedeira e papá de Neston.
Agora, eles pararam. Devem estar carentezinhos, os pobrezinhos. Ô provincianismo e preconceito. Só gente muito burra mesmo.
Beijos,
Duda
 
Oi, Duda. POis é, quem fala o que quer ouve o que não quer. Gente que funda um cerrado clubinho da torre de marfim. Estás certo, Duda, não deves concordar com o que achas que não deves concordar, e ponto. Aos bobalhões, uma palmada no traseiro, que é isso que gente mimada e convencida merece. E também um brinde com Leite Ninho. Ao moço e a seu respectivo e secundante secundário irmão, deveríamos dar o silêncio, uma forma mais eficaz de criticar e, por tabela, rebater réplicas, tréplicas, quadréplicas ou quatréplicas, pentréplicas ou quintréplicas, hexatréplicas ou sexatréplicas (opa, essa ficou até ambígua) e o que menos quiserem essas ilustres-anônimas e anêmicas figuras do arrabalde de... de onde mesmo? São reacionários. Se eles tentaram fazer humor, ser irônicos, fazer galhofa ou qualquer coisa que o valha, comuniquemos a eles seu total fracasso. O senso de humor desses meninos ficou restrito ao cômodo universo dos pequenos-burgueses de mentalidade tacanha e ao inóspito, conservador e insulado... onde mesmo?
He he he.
Beijos da
Cíntia
 
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