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Sexta-feira, Agosto 24, 2007

 

Entenda melhor

Enviei a carta transcrita abaixo para minha lista de contatos. Para que todos compreendam a situação e porque meu nome anda sendo usado sem nenhum escrúpulo. Cansei.

A carta:

"Prezados colegas e amigos,

No momento em que mais uma crise se abate sobre nosso "sistema cultural" (que nos perdoe a menção o mestre Antonio Candido), vários fatos podem e merecem ser trazidos a público. A memória coletiva é fugidia e, portanto, baça e imprecisa.
Recentemente, através de conceituados veículos da imprensa, tive meu nome associado a tal crise. Esclareço mesmo que pareça ocioso, trata-se da mesma crise que desembocou no afastamento de meu marido, Luiz Paulo Faccioli, conselheiro do CEC e que não recomendava o projeto da 12ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo.
Venho a público lamentar que, de forma um tanto tortuosa, meu nome esteja vinculado aos recentes acontecimentos. A crise, eu não a gerei. Gerou-a a secretária de Estado da Cultura Mônica Leal, inteiramente apoiada pela Governadora Yeda Crusius, que deu à sua subordinada amplos poderes.

Relembro alguns fatos, se me permitem. Vamos a eles.

Na saudável e meritória cobertura dos fatos, o jornal Zero Hora e a revista Aplauso relembraram que, há dois anos atrás, houve uma querela, singela, que me envolvia a mim e, de forma direta, Tânia Rösing, animadora da Jornada. À época, eu indagava da professora as razões de tão pouca representação de autores gaúchos na Jornada, também em forma pública. Maciçamente, escritores gaúchos me escreveram, alinhando-se à minha indagação. Da Jornada e de Tânia Rösing, não mereci diretamente nenhuma resposta. No entanto, e como o caso estava a pedir repercussão, o Caderno de Cultura de Zero Hora solicitou-me um artigo sobre ele, que foi publicado na íntegra e sem cortes. Na mesma ocasião, a revista Aplauso, através do jornalista Flávio Ilha, solicitou-me uma matéria que enfocasse a importância dos eventos literários para a vida do escritor e dos leitores. Tal matéria seria publicada ao lado de outra, assinada por Tânia Rösing, que falaria sobre a Jornada e o sistema de realização do evento. Disse ao jornalista que me procurava que não tinha tempo de escrever a matéria e que não me interessava levar adiante a polêmica: estava cansada. Flávio Ilha insistiu, seria bom para esclarecer e para elucidar. Cedi. Escrevi a matéria, que foi enviada para a revista.

Passado um par de dias, o editor da Aplauso me informa que, embora o texto de Tânia Rösing estivesse já na redação, ela, Tânia, havia telefonado e proibido que se publicasse o artigo. E que, como se fosse lógico, minha matéria não seria publicada. Eu exigi que minha matéria fosse publicada - eu não havia sido procurada por eles, afinal de contas? Seguiu-se longa discussão, que culminou no arrazoado de que não interessava à Aplauso publicar uma matéria que geraria polêmica em torno de um de seus parceiros - a UPF. Claro que a parte mais fraca, esta que vos escreve, perdeu a contenda.

O artigo em questão foi publicado na revista Entrelivros, de São Paulo. Na íntegra e sem cortes.

Não seria, e nem é, justo afirmar qualquer coisa sem provas. Mas, na mesma ocasião, fui chamada ao programa de Ruy Carlos Ostermann na Rádio Gaúcha, para falar sobre o caso. Novamente, a professora Tânia Rösing não quis dar seu depoimento, preferindo o silêncio. O programa correu com tranqüilidade, fatos expostos em sua inteireza. Ao sair do estúdio da rádio, um amigo da UPF me telefonou para o celular avisando que, mesmo antes do programa, na passada por uma das salas da universidade, ouviu a professora Tânia Rösing ao telefone afirmando que gravaria todo o programa e que o usaria como prova de que a RBS estava "contra a Jornada".
O fato me pareceu grave, mas preferi não comentar o assunto com Ruy Carlos Ostermann. Sabia, por antecipação, que, caso perguntasse, colocaria o jornalista em situação de constrangimento, implicando quebra de sigilo jornalistico - coisa que, sempre estarei segura, Ostermann e seu produtor resguardariam. O fato era o de que o programa havia ido ao ar, com condução serena e imparcial. Comigo, no entanto, restou a íntima e transcedental certeza de que tal telefonema de censura e controle havia realmente acontecido.


Pessoalmente, trabalhei na Jornada em duas ocasiões. Em 2001, a animadora das Jornadas visitou a Secretaria de Estado da Cultura e, numa reunião com o secretário Luiz Marques, acusava a Sedac, através do Instituto Estadual do Livro, de não apoiar a Jornada. Eu, na qualidade de diretora do IEL, comprometi-me a organizar o Concurso de Contos Josué Guimarães da 9ª Jornada, além de ministrar oficina e de, através do IEL, proporcionar que a diretora e professora Mirna Spritzer também coordenasse uma oficina no mesmo evento.

No ano de 2003, eu trabalhava como editora de livros do jornal Zero Hora. Naquela ocasião, a professora Tânia Rösing visitou a RBS, reivindicando a cobertura da Jornada junto à direção da empresa. Tocou-me, ao lado de colegas de redação, cobrir o evento, com a publicação de um caderno especial sobre ele.


No caso presente, o do afastamento do conselheiro Luiz Paulo Faccioli, meu nome veio novamente à tona, provando uma alegada "suspeição" em torno da figura de meu marido. Venho dizer que, exceto nos casos acima expostos, não participei direta ou indiretamente da análise do projeto, muito menos do parecer que gerou a celeuma. Ainda que esteja solidária com meu marido, penso que meu nome foi usado para justificar uma atitude injustificável, formando uma aura escusa em torno da figura de meu marido - como se fosse escuso uma escritora tentar a discussão com qualquer instituição que se quer vinculada à literatura. Como participante, direta ou indireta, de duas edições da Jornada, testemunhei a extraordinária força de trabalho da professora Tânia Rösing e de sua equipe, uma seleção de valorosos e abnegados profissionais que, realmente, trabalham exaustivamente para a Jornada. Mas também vi e constatei que a professora Tânia Rösing se vale de seu prestígio para pressionar parlamentares, líderes políticos e imprensa, forçando-os a agir de acordo com sua vontade. A Jornada, agora se vê, serve como moeda de troca para favores políticos, o que é lamentável. A imprensa, porque a ela cabe divulgar os fatos, se transforma na extensão da Jornada.

Reiterando meu desejo de que todos os fatos sejam elucidados, sempre com a intenção de manter a liberdade de expressão e de pensamento, além da completa autonomia de todos os órgãos que zelam pela cultura e pela correta aplicação do dinheiro público, muito atenciosamente subscrevo-me,

Porto Alegre, 24 de agosto de 2007.

Cíntia Moscovich
Escritora e jornalista"


Comentários:
Fico feliz que tenha respondido para alguém de português sofrível, sinto-me lisongeada....mas teus argumentos são fracos e sem mérito!!! Tu não é maior que os artistas do Rio Grande!!! Nós não fazemos parte desta tua guerra particular .....hahahaha
 
Cintiaaaaaaaaaa! Passei para dar um oi e vi esta siderada aqui de novo. Cruzes, mas é mto violenta e otária. Além de burra. Vc não acha qeu ela deveria ao menos saber como se escreve "lisonjeada" antes de dizer qq coisa? Vc merece, hein amiga?
Pedro
 
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