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Sexta-feira, Agosto 31, 2007

 

Belo Horizonte, que bela!

Fui a Belo Horizonte a convite do Museu de Artes e Ofícios, para participar de mais uma edição da série Ofício da Palavra. Pelas minhas contas, sou a terceira participante, precedida pelos ilustres Carpinejar e Marçal Aquino.
Não conhecia o museu, fiquei boquiaberta com o que vi. Um museu que preserva a história do trabalho nas Minas Gerais, com um impressionante acervo, que vai desde balanças usadas para pesar escravos até a reconstituição quente e familiar da cozinha de uma fazenda. O prédio é de babar de tão lindo, reconstituído das cinzas de uma repartição pública. Saem os carimbos, entram as coisas de verdade.
Fui super bem-recebida por Ângela Gutierrez, a mentora e doadora das peças do museu (da maioria delas, pelo menos), pela Fátima Dias e pela Sílvia (que é Rubião de sobrenome e que, não por acaso, é neta do Murilo, e também, principalmente, é poeta e jornalista). O Guilherme, filho da Fátima, foi me buscar no aeroporto e, logo em seguida, eu já estava metida em filmagens.
Para a função, fui mediada pela Leticia Malard, encantadora doutora e também autora, e pelo Zé Henrique Gonçalves, autor e colega de editora. Falei para uma entusiasmada platéia, que também contava com a presença de Sergio Fantini e do Lucas, filho do Zé Eduardo.
Também dei entrevista para a Guga, da Rede Minas, que apresenta o programa Livro Aberto. Uma equipe dedicada, toda ela de leitores, que deve encher de orgulhos os mineiros.
Levou-me ao aeroporto a Adelma, produtora querida, que não cansava de zelar por mim
Uma alegria.
Belo Horizonte é uma linda cidade. Gostaria que todo mundo pudesse visitar aquele povo do bem. Povo que conta com a família dos Gutierrez e com este senso se posteridade que anula o egoísmo e o sentido de posse. Evoé, Ângela!


Eu já tinha prometido para mim mesma que não saía mais para viajar pelo caos aeroportuário. Mas não vivo de brisa. E não vivo sem gente. E não vivo sem essas miudezas que fazem o trajeto dos dias ser visitado por um cálida qualidade de afetos. Estou vivendo como o homem de Drummond, com poucos, raros amigos. Se bem que não tenho bigode ou uso chapéu.
Mas sei ficar comovida como o diabo.
Uai.


Terça-feira, Agosto 28, 2007

 

Portugal Telecom

No meio de duas viagens: semana passada, fui a Campinas, participar do maravilhoso sarau no Espaço Cultural do CPFL. Papo com Paulo Franchetti, lugar lindo. Uma alegria. Embarco amanhã para Belo Horizonte, para participar do organizadíssimo Ofício da Palavra, no Museus de Artes e Ofícios, mediação de Leticia Malard.

Enquanto isso, me vem a grande notícia: sou uma das 10 finalistas do Prêmio Portugal Telecom de Literatura. Pulei de alegria.
Olhem só a lista dos indicados:

Bom dia camaradas, Ondjaki – Agir
Cantigas do falso Alfonso el Sábio, Affonso Ávila - Ateliê Editorial
História natural da ditadura, Teixeira Coelho – Iluminuras
Jerusalém, Gonçalo M. Tavares - Companhia das Letras
Macho não ganha flor, Dalton Trevisan – Record
O outro pé da sereia, Mia Couto - Companhia das Letras
O paraíso é bem bacana, André Sant´Anna - Companhia das Letras
O roubo do silêncio, Marcos Siscar - - 7letras editora
O segundo tempo, Michel Laub - Companhia das Letras
Por que sou gorda, mamãe?, Cintia Moscovich – Record


Júri Final

Cristóvão Tezza
Flora Sussekind
José Castello
Marcos Frederico Kruger
Paulo Henrriques Britto
Tania Celestino de Macedo

e a curadoria:

Rita Chaves
Selma Caetano
Vilma Arêas
Wander Melo Miranda


Sexta-feira, Agosto 24, 2007

 

Entenda melhor

Enviei a carta transcrita abaixo para minha lista de contatos. Para que todos compreendam a situação e porque meu nome anda sendo usado sem nenhum escrúpulo. Cansei.

A carta:

"Prezados colegas e amigos,

No momento em que mais uma crise se abate sobre nosso "sistema cultural" (que nos perdoe a menção o mestre Antonio Candido), vários fatos podem e merecem ser trazidos a público. A memória coletiva é fugidia e, portanto, baça e imprecisa.
Recentemente, através de conceituados veículos da imprensa, tive meu nome associado a tal crise. Esclareço mesmo que pareça ocioso, trata-se da mesma crise que desembocou no afastamento de meu marido, Luiz Paulo Faccioli, conselheiro do CEC e que não recomendava o projeto da 12ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo.
Venho a público lamentar que, de forma um tanto tortuosa, meu nome esteja vinculado aos recentes acontecimentos. A crise, eu não a gerei. Gerou-a a secretária de Estado da Cultura Mônica Leal, inteiramente apoiada pela Governadora Yeda Crusius, que deu à sua subordinada amplos poderes.

Relembro alguns fatos, se me permitem. Vamos a eles.

Na saudável e meritória cobertura dos fatos, o jornal Zero Hora e a revista Aplauso relembraram que, há dois anos atrás, houve uma querela, singela, que me envolvia a mim e, de forma direta, Tânia Rösing, animadora da Jornada. À época, eu indagava da professora as razões de tão pouca representação de autores gaúchos na Jornada, também em forma pública. Maciçamente, escritores gaúchos me escreveram, alinhando-se à minha indagação. Da Jornada e de Tânia Rösing, não mereci diretamente nenhuma resposta. No entanto, e como o caso estava a pedir repercussão, o Caderno de Cultura de Zero Hora solicitou-me um artigo sobre ele, que foi publicado na íntegra e sem cortes. Na mesma ocasião, a revista Aplauso, através do jornalista Flávio Ilha, solicitou-me uma matéria que enfocasse a importância dos eventos literários para a vida do escritor e dos leitores. Tal matéria seria publicada ao lado de outra, assinada por Tânia Rösing, que falaria sobre a Jornada e o sistema de realização do evento. Disse ao jornalista que me procurava que não tinha tempo de escrever a matéria e que não me interessava levar adiante a polêmica: estava cansada. Flávio Ilha insistiu, seria bom para esclarecer e para elucidar. Cedi. Escrevi a matéria, que foi enviada para a revista.

Passado um par de dias, o editor da Aplauso me informa que, embora o texto de Tânia Rösing estivesse já na redação, ela, Tânia, havia telefonado e proibido que se publicasse o artigo. E que, como se fosse lógico, minha matéria não seria publicada. Eu exigi que minha matéria fosse publicada - eu não havia sido procurada por eles, afinal de contas? Seguiu-se longa discussão, que culminou no arrazoado de que não interessava à Aplauso publicar uma matéria que geraria polêmica em torno de um de seus parceiros - a UPF. Claro que a parte mais fraca, esta que vos escreve, perdeu a contenda.

O artigo em questão foi publicado na revista Entrelivros, de São Paulo. Na íntegra e sem cortes.

Não seria, e nem é, justo afirmar qualquer coisa sem provas. Mas, na mesma ocasião, fui chamada ao programa de Ruy Carlos Ostermann na Rádio Gaúcha, para falar sobre o caso. Novamente, a professora Tânia Rösing não quis dar seu depoimento, preferindo o silêncio. O programa correu com tranqüilidade, fatos expostos em sua inteireza. Ao sair do estúdio da rádio, um amigo da UPF me telefonou para o celular avisando que, mesmo antes do programa, na passada por uma das salas da universidade, ouviu a professora Tânia Rösing ao telefone afirmando que gravaria todo o programa e que o usaria como prova de que a RBS estava "contra a Jornada".
O fato me pareceu grave, mas preferi não comentar o assunto com Ruy Carlos Ostermann. Sabia, por antecipação, que, caso perguntasse, colocaria o jornalista em situação de constrangimento, implicando quebra de sigilo jornalistico - coisa que, sempre estarei segura, Ostermann e seu produtor resguardariam. O fato era o de que o programa havia ido ao ar, com condução serena e imparcial. Comigo, no entanto, restou a íntima e transcedental certeza de que tal telefonema de censura e controle havia realmente acontecido.


Pessoalmente, trabalhei na Jornada em duas ocasiões. Em 2001, a animadora das Jornadas visitou a Secretaria de Estado da Cultura e, numa reunião com o secretário Luiz Marques, acusava a Sedac, através do Instituto Estadual do Livro, de não apoiar a Jornada. Eu, na qualidade de diretora do IEL, comprometi-me a organizar o Concurso de Contos Josué Guimarães da 9ª Jornada, além de ministrar oficina e de, através do IEL, proporcionar que a diretora e professora Mirna Spritzer também coordenasse uma oficina no mesmo evento.

No ano de 2003, eu trabalhava como editora de livros do jornal Zero Hora. Naquela ocasião, a professora Tânia Rösing visitou a RBS, reivindicando a cobertura da Jornada junto à direção da empresa. Tocou-me, ao lado de colegas de redação, cobrir o evento, com a publicação de um caderno especial sobre ele.


No caso presente, o do afastamento do conselheiro Luiz Paulo Faccioli, meu nome veio novamente à tona, provando uma alegada "suspeição" em torno da figura de meu marido. Venho dizer que, exceto nos casos acima expostos, não participei direta ou indiretamente da análise do projeto, muito menos do parecer que gerou a celeuma. Ainda que esteja solidária com meu marido, penso que meu nome foi usado para justificar uma atitude injustificável, formando uma aura escusa em torno da figura de meu marido - como se fosse escuso uma escritora tentar a discussão com qualquer instituição que se quer vinculada à literatura. Como participante, direta ou indireta, de duas edições da Jornada, testemunhei a extraordinária força de trabalho da professora Tânia Rösing e de sua equipe, uma seleção de valorosos e abnegados profissionais que, realmente, trabalham exaustivamente para a Jornada. Mas também vi e constatei que a professora Tânia Rösing se vale de seu prestígio para pressionar parlamentares, líderes políticos e imprensa, forçando-os a agir de acordo com sua vontade. A Jornada, agora se vê, serve como moeda de troca para favores políticos, o que é lamentável. A imprensa, porque a ela cabe divulgar os fatos, se transforma na extensão da Jornada.

Reiterando meu desejo de que todos os fatos sejam elucidados, sempre com a intenção de manter a liberdade de expressão e de pensamento, além da completa autonomia de todos os órgãos que zelam pela cultura e pela correta aplicação do dinheiro público, muito atenciosamente subscrevo-me,

Porto Alegre, 24 de agosto de 2007.

Cíntia Moscovich
Escritora e jornalista"


Terça-feira, Agosto 21, 2007

 

Não adianta tentar

A tentação foi grande, mas eu decidi não ceder: não vou deletar nada, nenhum comentário que se coloque aqui no blog. E decidi também dar boas risadas. Uma pessoa, a mesma pessoa com diferentes nomes, com a inocência dos ignorantes e estúpidos, colocou comentários num post aí abaixo: todos em série, em horários próximos, por volta de onze horas da manhã.
São ataques pessoais, escritos num português sofrível. Defendem não sei quem, com argumentos completamente fora de órbita e razão. Talvez venham a mando de alguém, não sei. Dá pra se ter uma idéia bem clara do tipo de pessoa com quem se está lidando: uns espertos imorais, daqueles que, se caem de quatro, saem pastando --- com todo respeito aos bichos de verdade.
Espero que continuem a comentar: o ódio é a força que move os imbecis.
Vam que vam.


Segunda-feira, Agosto 20, 2007

 

Não temos mais nem vergonha na cara

Prezados e queridos colegas e amigos,

notícia saída agora no Diário Oficial: o conselheiro Luiz Paulo Faccioli é dispensado do Conselho Estadual da Cultura. A dispensa é assinada pela governadora Yeda Crusius, na forma da lei.
Oficialmente, a governadora passa a alinhar fileiras com sua secretária de cultura, Mônica Leal. Não poderia ser diferente, mas deveria ser diferente, em nome da vergonha a que todos os membros da comunidade cultural estão passando.
Hoje, no jornal Zero Hora, na coluna de Rosane de Oliveira, é relatado que a secretária Mônica Leal envia uma carta àquela coluna, na qual faz uma série de considerações sobre a Jornada Nacional de Literatura e o afastamento do conselheiro Luiz Paulo Faccioli.
Diz Mônica Leal que o projeto tem o apoio do governo do Estado e que do pedido inicial de R$ 1,1 milhão para financiamento pela LIC a Secretaria da Cultura reduziu o valor para R$ 844 mil "para adequá-lo à situação financeira do Estado". Diz mais: que, mesmo o Conselho de Cultura sendo um órgão de Estado, o governo indica um terço dos membros, "que devem se posicionar em consonância com as diretrizes do governo". "Os conselheiros indicados têm compromisso com a administração e se esse compromisso os desagrada, devem se afastar da função, porquanto deixam de estar em sintonia com a política cultural desta gestão", reitera a secretária.
Ora, se 844 mil estão disponíveis para um só evento, não é hora de aceitarmos todos que as finanças do Estado do Rio Grande do Sul não têm problema algum de gestão?
Outra ponderação: se Mônica Leal acha que os incomodados devem se retirar, por que o governo gasta tempo e dinheiro ao indicar conselheiros para o Conselho Estadual de Cultura? A julgar pelas declarações da secretária, os ritos do CEC são desncessários e dispensáveis, uma vez que todas as decisões são tomadas no gabinete e estão aprovadas a priori.
Uma lástima que se tenha colocado a cultura do Rio Grande do Sul em mãos pouco acostumadas a lidar com os fatos da própria cultura. Além da postura autoritária, que é rechaçada desde sempre por nossa comunidade cultural, todos os órgãos vinculados à Sedac estão jogados às traças. Instituto Estadual do Livro, Teatro de Arena, Cinemateca Paulo Amorim, entre outros, são o mais perfeito espelho do descompasso entre interesses políticos e reais necessidades de nossa comunidade. Os quase 1 milhão de reais que estariam "disponíveis" à Jornada poderiam revitalizar os organismos esquecidos e que, infelizmente, não rendem votos e tapinhas nas costas.
Hora de pensarmos no que tem acontecido. Para não esquecer, principalmente quando nos vierem pedir apoio eleitoral. Por favor, peço àqueles que estiverem de acordo que multipliquem esse texto aí de cima.
Abraços a todos, da
Cíntia Moscovich

PS: Aliás, falando em autoritarismo, parece que se juntou a fome com a vontade de comer. Mas a falta de senso de ridículo.


Sexta-feira, Agosto 17, 2007

 

Voto de cabresto

Um conselheiro do Conselho Estadual de Cultura, colocado no conselho na cota do Estado, recomenda a não-aprovação de um projeto lítero-circense-espetacular de mais de 1 milhão de reais -- evento que cobra ingresso bem cobrado e que proporciona mais do que pão aos convidados, com a proibição de venda de livros a seus 4 mil visitantes.
A partir daí, supõe-se o andar dos fatos. A saber:
A dona do projeto --- uma senhora dada a ser dona de todas as coisas --- vai à Assembléia Legislativa, conclama seus acólitos, esbraveja na porta da governadora do glorioso estado do Rio Grande do Sul.
A governadora chama sua secretária da cultura (a mesma que havia declarado que gostaria de cuidar da segurança, muito mais que da cultura). A secretária da cultura, enroscada, chama sua ajudante-de-ordens e manda que se despeça o desaforado, sob a alegação de que todos os colaboradores do governo devem estar em sintonia com o governo.
Ou seja: voto de cabresto. Como nos moldes dos coronéis do nordeste.
Pode?

Como pode um órgão assim, com membros indicados pelo governo, manter sua isenção e autonomia? A partir de agora, antes de qualquer votação, é melhor ligar para o palácio do governo e perguntar o que fazer.
Gente boa rebaixada à condição de marionetes.


 

Quem manda na cultura?

Estava envolvida com obras e com aulas, duas coisas de construir. Enquanto isso, havia gente dedicada a detruir. Dêem uma olhada nas matérias abaixo, as duas de Zero Hora.

Cultura - Conselho invalida parecer contrário a verba para Jornada Conselho invalida parecer contrário a verba para Jornada
Relator de processo foi afastado por secretária da Cultura

Uma reunião do Conselho Estadual de Cultura realizada na tarde de ontem
revogou uma decisão polêmica. O órgão, que havia recomendado a
não-destinação de recursos da Lei de Incentivo à Cultura (LIC) para a 12ª
Jornada Nacional de Literatura, em Passo Fundo, decidiu pela redistribuição
do processo para um novo relator. Outro parecer deverá ser emitido até o
final do mês.
Fechando a quarta-feira movimentada nos bastidores do setor cultural, o
relator do processo revogado, Luiz Paulo Faccioli, foi dispensado do
conselho pela Secretaria Estadual de Cultura. De acordo a secretária Mônica
Leal, a decisão não é uma represália, mas expressa uma falta de sintonia
entre o conselheiro e ela. Mônica considera a Jornada um evento "premiado
e reconhecido em todo o mundo".
- Ele (Faccioli) não entendeu a política de cultura que eu dirijo. Todos sabem
o quanto considero importante esse projeto das jornadas literárias - explicou
a secretária.
De acordo com o presidente do Conselho, Gilberto Herschdorfer, os
conselheiros "repararam um equívoco". A decisão de Mônica Leal
surpreendeu Faccioli, que é escritor.
O conselheiro - nomeado no final de abril - garante ter aceitado a decisão do
conselho de revogar seu parecer. Nele, eram apontados diversos
questionamentos que justificariam a decisão de não destinar recursos à
Jornada, que ocorre há 26 anos. Entre eles o fato de que as inscrições para
o evento são cobradas. Faccioli entende que deveriam ser gratuitas, já que
parte do dinheiro que custeia a realização do evento é público. Sobre a
dispensa do órgão, mostrou-se abalado.
- Recebi a notícia do meu desligamento com estupefação. Até imagino a
motivação, mas gostaria de ter essa informação de maneira digna - diz
Faccioli.
O afastamento deverá ser publicado nos próximos dias no Diário Oficial do
Estado. Em Passo Fundo, a coordenadora da Jornada, Tânia Rösing,
comemorou as duas notícias. Para ela, o conselho mostrou uma atitude de
maturidade, revendo um equívoco.
- Não era a voz dos conselheiros. Era a voz de uma pessoa só - diz a
coordenadora.
Independentemente do resultado da nova votação - ainda sem data definida -
, a realização da 12ª Jornada Nacional de Literatura está assegurada. O
evento acontece de 27 a 31 de agosto, no campus 1 da Universidade de
Passo Fundo (UPF).
( cleber.bertoncello@zerohora.com.br )

Na mesma edição do jornal, a colunista Rosane de Oliveira apresenta a seguinte nota:


Conselheiro sem autonomia

A exoneração do conselheiro Luiz Paulo Faccioli não é o único subproduto da crise provocada pela decisão do Conselho Estadual de Cultura de não conceder os benefícios da LIC à Jornada Nacional de Literatura, de Passo Fundo: abre-se a discussão sobre a autonomia dos membros do colegiado.A secretária da Cultura, Mônica Leal, justificou assim o afastamento de Faccioli, indicado pelo governo:- É pressuposto básico de quem ocupa cargo, função ou indicação de confiança ter lealdade e sintonia nas decisões e corresponder às expectativas de quem o indicou.

Então, minha gente, não é óbvio e claro que todo mundo tem medo de cara feia?

Francamente: que vergonha.


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